Sábado, 10 de Janeiro de 2026

Home Cláudio Humberto Saída de Lewandowski antecipa disputa no PT

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A saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública alterou a dinâmica, avaliam petistas, da sucessão a Lula quando o presidente pendurar as chuteiras. Vazado o nome de Camilo Santana, atual ministro da Educação, como cotado para a pasta de Lewandowski, raposas que ensaiam protagonismo no partido passaram a monitorar os passos do cearense. Santana é um dos nomes lembrados quando se fala em quadro do PT para disputar a Presidência, na ausência de Lula.

Santo Camilo
Camilo saiu com créditos de sobra após apoiar e eleger o desacreditado Elmano de Freitas governador do Ceará.

Costa na área
Ex-governador baiano, Rui Costa, atual chefão da Casa Civil, também está de olho na vaga, mas isso só lá para 2030.

Governadores se assanham
Também ex-governador, o piauiense Wellington Dias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) é outro ministro que quer a empreitada.

Já foi
Ministro da Fazenda, mas pouco popular, Fernando Haddad, que perdeu para Jair Bolsonaro em 2018, sonha disputar novamente a Presidência.

Mudanças não beneficiam punidos na Ficha Limpa
Diversas alterações foram promovidas na Lei da Ficha Limpa, por meio da recente Lei Complementar 219, e apenas algumas delas se aplicam a casos como do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD), segundo afirmam especialistas ouvidos pela coluna. A eventual constitucionalidade de trechos da lei, como se manifestou Paulo Gonet, procurador-geral da República, não tornaria Arruda e etc elegíveis, até em razão do veto presidencial à retroatividade para processos julgados.

Diferença fundamental
Importante que a não retroatividade se aplica a processos já julgados, em nenhum momento fala sobre processos transitado em julgado.

Lei não retroagirá
Arruda tem cinco condenações por improbidade na Lei Ficha Limpa, duas delas bem recentes, e no caso a lei não retroage para beneficiar.

Coerência em xeque
Além disso, mesmo nos trechos considerados constitucionais pelo PGR, o STF ainda decidirá se mantém o entendimento até aqui firmado

Qualidade inegável
O demissionário Ricardo Lewandowski não deixou marcas e nem rastro de sua gestão, mas conseguiu sair do cargo com elegância. Mesmo sabendo das piadinhas de Lula (PT) sobre seu desempenho, conseguiu engolir seco e distribuiu nota elogiando o petista, que tanto lhe deve.

Vingança dos aiatolás
A ditadura dos aiatolás, a esta altura, deve estar esperando do aliado Lula dicas para enquadrar a multidão que saiu às ruas em Teerã, dia 8 de janeiro, por “ato golpista” ou “abolição violenta do estado de direito”.

Geral e irrestrita
A oposição tomou como desaforo o veto de Lula ao projeto da dosimetria. O senador Esperidião Amin (PP-SC) reagiu e protocolou um texto, não quer redução de pena, mas anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.

Deu bom
O setor têxtil celebrou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que se arrastou por 25 anos até sair. No último ano, foram US$ 66 milhões exportados para a Europa, a conta é da ABIT, associação do setor.

Na agonia
Pode começar a ter fim na próxima semana a agonia de investidores que viram o dinheiro evaporar no Banco Master. O período é quando se inicia o pagamento das indenizações via Fundo Garantidor de Crédito.

Passaporte
Ao ligar para o premiê espanhol, Pedro Sanchéz, para celebrar o acordo Mercosul-União Europeia, Lula, que adora uma boa viagem internacional, deu um jeito de encaixar um tour pela Espanha nos próximos meses.

Motivo de sobra
Não foi atoa que o Conselho Federal de Medicina (CFM) mandou investigar a atuação médica em favor de Jair Bolsonaro. Ao STF, o CFM explicou que recebeu mais de 40 denúncias até a anulação da decisão.

Estranho sigilo
Cleitinho (Rep-MG) quer saber “qual é o medo?” do Banco Central, que colocou sigilo nas conversas envolvendo as conversas com o ministro Alexandre de Moraes (STF). O senador cobra pela CPI do Banco Master.

Pensando bem…
…tem ministro que sai sem deixar legado ou saudade.

PODER SEM PUDOR
No mundo da Lua
O governador Roberto Magalhães recebia o presidente Ernesto Geisel em almoço, no Recife. Era uma sexta-feira, por isso seu vice Gustavo Krause dispensou a gravata, vestindo jeans, casaco branco e sapatos idem. Magalhães achou aquilo inadequado e fez o vice corar de vergonha: “Presidente, este é o doutor Gustavo Krause, meu vice-governador, que, para estar vestido de astronauta, só falta o capacete…”

* Cláudio Humberto, com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos (www.diariodopoder.com.br – @diariodopoder)

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