Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 19 de agosto de 2026

A Dra. Fabiana Quartiero Pereira, mestre e doutora em Ciências Veterinárias pela UFRGS e especialista em oftalmologia veterinária na Pet Support, explica por que poucas clínicas no Brasil têm todos os instrumentos necessários para diagnósticos precisos e como a tecnologia “aparelho-dependente” está revolucionando o cuidado com os cães.
Olhe o seu pet
Um tutor leva seu cão para o banho e tosa. Dias depois, percebe que o animal pisca sem parar, esfrega o rosto nos móveis e evita a luz. Pequenos sinais que poderiam ser ignorados revelam, na verdade, um problema ocular grave. Para a Dra. Fabiana Quartiero Pereira, da Pet Support os olhos dos pets são espelhos da saúde geral: “Muitas vezes, o primeiro sinal de uma doença aparece nos olhos. O tutor precisa aprender a observar.”
Na Pet Support, em Porto Alegre, Fabiana integra uma equipe hospitalar 24 horas, equipada com tecnologia de ponta. E aqui está o diferencial: são poucas as clínicas no Brasil que possuem todos os aparelhos necessários para avaliar a saúde ocular dos cães com profundidade.
A oftalmologia veterinária é chamada de aparelho-dependente porque depende de instrumentos de alta precisão para diferenciar doenças que parecem iguais a olho nu. Sem eles, não há como garantir diagnósticos corretos nem cirurgias seguras.
Na Pet Support, os tutores encontram:
“Quanto mais tecnologia adquirimos, melhor o resultado e maior a segurança para os pacientes”, afirma a veterinária Fabiana.
Catarata: a opacidade que rouba a visão
A catarata é uma das doenças mais comuns em cães, especialmente em raças como o Cavalier King Charles Spaniel. O cristalino perde a transparência e o animal passa a enxergar tudo embaçado. O tratamento é cirúrgico, mas só pode ser realizado após exames que confirmem a saúde da retina.
Glaucoma: o inimigo silencioso
O glaucoma aumenta a pressão intraocular e pode levar à cegueira irreversível. É uma doença silenciosa, mas devastadora. O diagnóstico precoce com o tonômetro é fundamental, e o tratamento pode incluir colírios, medicamentos ou cirurgia.
Olho seco: quando faltam lágrimas
A ceratoconjuntivite seca, ou olho seco, é comum em raças braquicefálicas como Shih-tzu e Pug. Sem lágrimas suficientes, a córnea fica vulnerável a inflamações e úlceras. O tratamento envolve colírios lubrificantes e imunomoduladores, mas exige disciplina do tutor.
Úlcera de córnea: dor que não se vê
As úlceras de córnea podem surgir por traumas ou exposição excessiva. São extremamente dolorosas, mas o cão não consegue explicar. O tutor deve observar sinais como piscar constante, olhos semicerrados ou esfregar o rosto. O tratamento varia de colírios antibióticos a cirurgias reparadoras.
Mitos e verdades
A chamada “lágrima ácida” é um mito. O que causa manchas nos pelos brancos é o pigmento lactoferrina. Outro equívoco é acreditar que o olho seco causa catarata — são doenças distintas, mas podem ser confundidas pelo aspecto azulado.
Além disso, os cães enxergam de forma diferente dos humanos: não possuem mácula, têm menor percepção de cores e enxergam melhor à noite graças ao tapetum lucidum, estrutura que reflete a luz.
Com pioneirismo, tecnologia e sensibilidade, a Dra. Fabiana Quartiero Pereira e a equipe da Pet Support estão entre as poucas clínicas no Brasil capazes de oferecer um diagnóstico ocular completo e profundo. A mensagem é clara: ver bem é viver melhor, e os pets merecem o mesmo cuidado ocular que os humanos. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
Endereço da Pet Support: Av. Plínio Brasil Milano, 1565 – Porto Alegre, RS