Sábado, 17 de Outubro de 2026

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O treinador do Real Madrid, José Mourinho, afirmou neste sábado (17) que certamente teria deixado o clube merengue “no verão passado” se estivesse no lugar de Vinícius Junior. O jogador brasileiro vive uma crise de confiança e foi punido com quatro jogos de suspensão por ter puxado o cabelo de um adversário.

O atacante brasileiro de 26 anos, que há dois anos não consegue recuperar seu melhor nível em Madri, é criticado com frequência pelos torcedores madridistas e chegou a ser vaiado em algumas ocasiões, além de ser alvo de zombarias e insultos racistas em vários estádios.

Seu gênio explosivo também faz com que muitas vezes seja advertido pelos árbitros, e no último fim de semana foi expulso contra o Villarreal por puxar o cabelo de um rival.

Depois, ele confrontou o árbitro, motivo pelo qual recebeu uma punição de quatro partidas: duas por puxar o cabelo e outras duas por sua conduta em relação ao juiz.

“O Vini é um cara fantástico, tenho muito carinho por ele. Valorizo muito o fato de ele conseguir viver e sobreviver a esse ambiente com um sorriso. Eu, se estivesse no lugar dele, provavelmente já não continuaria aqui”, disse Mourinho na entrevista coletiva prévia à partida da liga contra o Sevilla.

“No verão passado, provavelmente teria forçado uma saída para uma competição, um país, um núcleo de clubes e estádios onde os rivais o respeitassem. Mas, por amor ao Real Madrid, e com a fé de que as coisas sempre podem melhorar, ele renovou”, acrescentou o técnico.

Segundo a imprensa espanhola, o ponta brasileiro esteve perto de assinar com o Arsenal, atual campeão da Inglaterra, mas preferiu ficar em Madri com um contrato milionário, estendido até 2032.

Questionado sobre o presidente de LaLiga, Javier Tebas — cuja renúncia foi pedida pelo Real Madrid na sexta-feira depois que este comparou os métodos da Real Madrid TV com os do ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels —, Mourinho considerou que “os limites” foram ultrapassados.

“Entramos em um terreno em que acredito que as únicas desculpas válidas são se estamos falando de um caso clínico. Se não, não há nenhuma justificação nem nenhuma desculpa”, afirmou.

O Real Madrid, quarto colocado de LaLiga a seis pontos do Barcelona, líder invicto, recebe o Sevilla no domingo no estádio Santiago Bernabéu com o objetivo de ao menos manter a distância para seu grande rival antes do Clássico da próxima semana.

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