Quinta-feira, 02 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 1 de abril de 2026
Após a confirmação oficial de caso de sarampo no Rio de Janeiro, em paciente sem comprovação vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre reforça a importância da imunização como forma segura e eficaz de se prevenir contra a doença. A dose é gratuita para todos os indivíduos de até 59 anos, em todos os postos da rede municipal.
O esquema vacinal varia conforme a faixa etária. Em Porto Alegre, a cobertura é de 94,8% para a primeira dose (aplicada em bebês aos 12 meses) e de 80,8% para a segunda. Em 2025, esses índices foram de 91,25% e 76,89%, respectivamente, ao passo que neste ano já foram aplicadas 17.934 doses no público-alvo.
Trata-se de uma doença altamente transmissível: nove de cada dez não imunizados podem se infectar por meio do contato com o vírus. Aliado à omissão ou negligência (inclusive por efeito de notícias falsas), esse aspecto faz com que o sarampo apresente alta de casos em diversos países na atualidade.
No Rio Grande do Sul, o último óbito por sarampo foi registrado em 1997. No ano passado, Porto Alegre confirmou um caso da doença em indivíduo com histórico de viagem então recente aos Estados Unidos, provável local do contágio.
A boa notícia é que não há confirmação de casos na Capital desde janeiro. Foram registradas, porém, 12 notificações de suspeita à Vigilância Epidemiológica, em uma lista com dez residentes de Porto Alegre e dois cidadãos de outros municípios – destas, ao menos dez já foram descartadas e duas continuam sob análise.
Enfermeira e chefe da Equipe de Imunizações da Vigilância em Saúde da capital gaúcha, Renata Capponi alerta que é fundamental manter atualizada a caderneta de vacinação e ficar atento aos sintomas. “Em caso de febre e manchas vermelhas no corpo, associadas a tosse, coriza ou conjuntivite [especialmente após viagem internacional ou a locais com circulação do vírus], a orientação é procurar atendimento médico imediato.
Imunização
Devem ser vacinadas pessoas que nunca receberam o imunizante, que estejam com esquema incompleto ou sem comprovante de vacinação. O fármaco é contraindicado para gestantes, ao passo que as mães em fase de amamentação podem receber a tríplice viral.
Já indivíduos imunocomprometidos devem passar por avaliação médica antes da receber a dose. Situações específicas são avaliadas individualmente pela equipe de cada posto de saúde.
– Pessoas entre 1 ano e menores de 5 anos: uma dose de tríplice viral com 1 ano de idade e uma dose de tetra viral aos 15 meses de idade.
– Pessoas entre 5 anos e 29 anos que nunca foram vacinadas: devem fazer duas doses da tríplice viral, com intervalo de 1 mês entre as doses.
– Pessoas de 30 a 59 anos: devem fazer uma dose da tríplice viral.
– Profissionais da saúde, independentemente da idade: duas doses da vacina tríplice viral.
– Contatos de suspeita devem conferir a condição vacinal, independentemente da idade.
(Marcello Campos)