Sexta-feira, 03 de Abril de 2026

Home Acontece Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional apresenta balanço da gestão no período de 2023 a 2026

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A Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional (STDP) do Rio Grande do Sul apresentou, nesta quinta-feira (02), o balanço das principais realizações da pasta durante o período entre janeiro de 2023 e março de 2026. O ato aconteceu no Auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), localizado na Região Central de Porto Alegre.

A partir da solenidade, o atual representante do departamento, o secretário Gilmar Sossella, declarou o encerramento das suas atividades no local. A saída é motivada pela pré-candidatura de Sossella ao cargo de deputado estadual. Até o momento, ainda não houve definição de quem irá assumir a gestão da secretaria a partir de abril deste ano.

Após mais de três anos à frente da pasta, o secretário conseguiu colocar o cenário trabalhista gaúcho em um patamar elevado. Durante a sua gestão, o Rio Grande do Sul atingiu um marco histórico: o menor índice de desemprego desde 2012. Para o dirigente, essa conquista somente se tornou possível devido à parceria da pasta com outras entidades que, em sua grande maioria, eram empresários de todos os setores do estado. “Por conta deles é que realmente aconteceu a geração de emprego e de renda”, declara.

A atuação intensa na tentativa de aumentar a taxa de ocupação começou ainda no início da gestão, no momento em que foi identificado que um dos principais causadores do desemprego era a baixa qualificação profissional da população. Conforme relembra o secretário, em 2023, apenas 23% das vagas ofertadas pelo FGTAS/Sine, programa que conecta trabalhadores a vagas de emprego, estavam preenchidas.

À época, a razão para isso ainda não era tão evidente. Mas, hoje, tem-se a certeza de que não havia programas de capacitação suficientes. “E aqui a gente tem que ter um divisor, que é o seguinte: nem todas as pessoas tiveram o mesmo ponto de partida. […] Portanto, todos os programas são prioridade número um dos municípios, onde o foco são as mais de 522 mil pessoas que ainda estão desocupadas e desempregadas no estado do Rio Grande do Sul”, diz.

Após o entendimento deste cenário, a secretaria se propôs, durante os últimos três anos, a intensificar a criação de programas e políticas públicas que visassem à qualificação da população. Foram investidos mais de R$ 256 milhões nesse tipo de projeto. Atualmente, os que mais se destacam são o RS Qualificação e o RS Qualificação Recomeçar, assim como a Carreta do Saber, o MEI RS Calamidades, o NITS e o Fundo Estadual de Qualificação e Trabalho do Rio Grande do Sul.

De acordo com o balanço da secretaria, ao todo, 78 mil pessoas foram impactadas por essas novas possibilidades profissionais. Apenas o RS Qualificação já conseguiu abranger cerca de 200 municípios gaúchos, com mais de oito mil pessoas concluintes nos cursos profissionalizantes. Gilmar Sossella acredita que esses projetos são diferenciais no atual governo, uma vez que, para ele, eles fornecem uma alternativa à população.

Principalmente, “para aquelas pessoas que não têm um emprego, que não podem estudar, que vêm com extrema dificuldade, a gente poder dar essa possibilidade de as pessoas terem uma vida digna. Eu digo que a educação transforma e o trabalho oportuniza às pessoas a terem uma vida melhor e até crescer profissionalmente, crescendo também na área da educação, produzindo para o Rio Grande e produzindo para o Brasil”, afirma Sossella.

O impacto é significativo. Se há cinco anos a taxa de desemprego era de 9,3%, atualmente ela já está em 4%. O resultado disso chama a atenção: nos dias atuais, 63% da população gaúcha está empregada. Além disso, o cenário também contempla pessoas que usufruem de assistências sociais. Segundo a secretaria, a estimativa é de que o estado tenha cinco empregos formais para cada beneficiário do Bolsa Família. E, em relação aos imigrantes que residem no Rio Grande do Sul, são mais de 53 mil empregados formalmente.

Os índices comprovam que, embora curta, a gestão atingiu resultados relevantes para o estado, com avanços expressivos na qualificação profissional e na redução do desemprego. Isso, no entanto, não significa a ausência de desafios pela frente, uma vez que, no quarto trimestre de 2025, cerca de 229 mil pessoas ainda estavam desocupadas e outras 229 mil jovens não estudavam nem trabalhavam, evidenciando a necessidade de continuidade e ampliação das políticas públicas voltadas à inclusão produtiva.

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