Segunda-feira, 30 de Março de 2026

Home em foco Senador Hamilton Mourão diz que até tomaria um chope com Flávio Dino, ministro da Justiça, mas não vota nele para a vaga no Supremo

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O senador e ex-vice-presidente da República Hamilton Mourão (Republicanos-RS) disse que “tomaria um chope com Flavio Dino, mas não votaria nele para a vaga no Supremo Tribunal Federal”. Ele disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva  (PT) não deveria indicar o ministro da Justiça para o STF. “(Quando era do Alto Comando do Exército) votei em gente que eu jamais sentaria para tomar um chope; e deixei de votar em gente que eu tomaria chope e bateria papo a noite inteira.”

Mourão faz ainda outras críticas ao governo Lula. Ele afirma que o governo hesitou em assinar o decreto de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) que colocou militares para enfrentar a crise na segurança pública do Rio de Janeiro por vergonha do discurso político adotado pelo Palácio do Planalto até então.

O senador reconheceu que o furto de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra do Exército, ocorrido em outubro, “foi péssimo” para a imagem das Forças Armadas. Mourão disse ainda que as unidades estão sujeitas à ação do crime organizado.

Sobre a relação de Lula com as Forças Armadas, Mourão foi enfático: “Eu acho que ela vem sendo distensionada. Qualquer governo no Brasil vai compreender que as Forças Armadas constituem uma reserva estratégica para um sem número de projetos ou como solução para diversos problemas. Desde socorro a calamidades, segurança de eventos e chegando até as raias da questão da segurança pública, que está sendo colocada agora”.

8 de janeiro

Essas pessoas estão sendo julgadas na última instância, não foi obedecido o princípio do juiz natural, as condutas não são individualizadas. Quando você olha o conjunto da obra, tem algumas pessoas que você pode individualizar, quem quebrou, vandalizou. E há as outras pessoas que eram passageiros da agonia nesse filme. Anistia é uma tradição no Brasil. Essas pessoas [do 8 de janeiro] não mataram ninguém, o que fizeram foi dano material. E eu coloco ali no artigo 2º [do projeto] que estou tirando fora [da anistia] os que realmente se envolveram nos atos de vandalismo e depredação.

Pedidos de intervenção militar – Você pode pedir tudo na vida. Pedir é a liberdade de expressão. Agora, se você pegar um fuzil, granada e sair para a rua, aí é outra coisa. Mas ninguém ali estava armado de fuzil nem de granada, nem de nada.

Há no segmento mais esclarecido da sociedade, ou pseudo-esclarecido, certo preconceito em relação às Forças Armadas. Minha preocupação sempre foi essa associação: que a oposição que sempre houve em relação ao presidente [Jair Bolsonaro] jogasse essa conta no colo das Forças. Em parte, a preocupação se efetivou. A própria questão da desconfiança do presidente em relação aos comandantes. Não era para ter desconfiança.

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