Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026

Home Política Senadora Damares rejeita acordo para blindar ministros do Supremo de impeachment

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que não aceitará acordos políticos destinados a impedir investigações sobre a conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante pronunciamento no Senado, a parlamentar reagiu a uma reportagem sobre possíveis conversas entre integrantes da Corte e senadores envolvendo pedidos de impeachment de magistrados.

Ao comentar o assunto, Damares declarou que não pretende participar de negociações que tenham como objetivo evitar a apuração de possíveis irregularidades atribuídas a integrantes do Supremo. “Eu quero mandar um recado. Nenhum ministro da Suprema Corte me procure para falar sobre isso”, afirmou.

A senadora ressaltou que a investigação sobre a atuação dos ministros foi um compromisso assumido com os eleitores durante a campanha. Segundo ela, a fiscalização das condutas das autoridades deve fazer parte das atribuições do Senado, sem acordos que impeçam a análise de possíveis responsabilidades. “Nós vamos investigar, sim, condutas de ministro da Suprema Corte”, declarou.

Damares também defendeu que a responsabilização ocorra de maneira individual, considerando os atos atribuídos a cada autoridade. Para a parlamentar, eventuais apurações devem observar o princípio de que cada agente público responda por suas próprias ações, sem que acordos políticos impeçam o andamento dos procedimentos.

Além das críticas às possíveis articulações envolvendo ministros do STF, a senadora abordou denúncias de tráfico humano e exploração sexual de mulheres, incluindo refugiadas ucranianas. As suspeitas foram mencionadas no contexto de reportagens relacionadas ao caso Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.

De acordo com Damares, as informações divulgadas levantaram questões que precisam ser esclarecidas pelas autoridades competentes. A parlamentar citou suspeitas de que Vorcaro seria sócio oculto de uma agência de prostituição e teria financiado uma rede que recrutava refugiadas ucranianas.

Ao tratar das denúncias, a senadora questionou se houve tráfico de mulheres ou exploração sexual e defendeu que essas possibilidades sejam investigadas. “Houve tráfico de mulheres ou não houve tráfico de mulheres? Houve exploração de mulheres ou não houve?”, perguntou durante o pronunciamento.

A parlamentar também chamou a atenção para a situação de vulnerabilidade enfrentada por mulheres refugiadas, especialmente aquelas que deixaram seus países em decorrência de conflitos armados. Na avaliação de Damares, as suspeitas de possíveis violações de direitos humanos não devem ser ignoradas e precisam ser devidamente esclarecidas.

Por fim, a senadora mencionou preocupações que, segundo ela, já havia apresentado durante sua atuação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Ao abordar os diferentes assuntos, reforçou a necessidade de apuração das denúncias e de responsabilização individual diante de eventuais irregularidades. (Com informações do portal Congresso em Foco)

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