Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026

Home em foco Ser convidado pelos Estados Unidos para o conselho de paz de Gaza tem preço: US$ 1 bilhão; Brasil está na lista

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou vários aliados, parentes e amigos como executivos do recém-criado Conselho de Paz para Gaza, órgão que comandará a próxima fase de reconstrução e governança no território palestino. O republicano criou também outro órgão consultivo, composto de vários líderes mundiais, que terão de pagar US$ 1 bilhão para participar.

Entre os membros do colegiado executivo – que não paga nada – estão seu secretário de Estado, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial de Trump, o empresário Steve Witkoff; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e o genro do presidente, Jared Kushner. Eles serão parte do chamado “Conselho Executivo Fundador”, que será presidido pelo próprio Trump.

“Cada membro do Conselho Executivo supervisionará uma área específica, crucial para a estabilização e o sucesso no longo prazo de Gaza, incluindo, entre outros, o fortalecimento da capacidade de governança, as relações regionais, a reconstrução, a atração de investimentos, o financiamento em larga escala e a mobilização de capital”, afirmou a Casa Branca, em comunicado.

“Os EUA permanecem comprometidos em apoiar essa estrutura de transição, trabalhando em estreita parceria com Israel, as principais nações árabes e a comunidade internacional.”

Além do Conselho Executivo, Trump criou um Conselho da Paz, mais ampliado, para o qual ele convidou um grupo maior de líderes, entre eles o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o argentino Javier Milei, o paraguaio Santiago Pena, o egípcio Abdel Fattah al-Sisi e o turco Recep Tayyip Erdogan, entre outros.

A presença no órgão, no entanto, vem com um preço. De acordo com a carta que criou o conselho, ele exige que os países paguem US$ 1 bilhão para permanecerem por mais de três anos como membros. Segundo a revista The Atlantic, que analisou o documento, o texto de filiação foi escrito em linguagem jurídica que lembra um formulário de admissão de um clube de golfe.

O presidente americano também nomeou Aryeh Lightstone e Josh Gruenbaum como conselheiros para supervisionar a “estratégia e as operações do dia a dia”. E Nickolai Mladenov, político búlgaro e ex-enviado da ONU para o Oriente Médio, como alto representante para Gaza.

Tecnocratas

Mais abaixo no organograma de Trump está um comitê tecnocrático palestino de 15 membros, encarregado de administrar os assuntos cotidianos na Faixa de Gaza pós-guerra. O órgão será presidido por Ali Sha’ath, exvice-ministro da Autoridade Palestina.

Trump também escolheu o ex-chefe das forças especiais dos EUA, o general Jasper Jeffers, para liderar uma Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês), que deverá supervisionar a segurança em todo o território. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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