Quinta-feira, 26 de Março de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 25 de março de 2026
O Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, filiou, em Brasília, o senador Sérgio Moro e a mulher, a deputada federal Rosângela Moro. O senador será o pré-candidato do PL ao governo do Paraná, desafiando o grupo do atual governador, Ratinho Jr. (PSD), que anunciou na última segunda-feira (23) sua desistência do projeto presidencial para permanecer no cargo até o fim do mandato.
Moro deixou o União Brasil após a sigla não dar a ele aval para concorrer ao governo paranaense. O PP, que faz parte da federação, tinha vetado a pré-candidatura do senador em dezembro, com apoio do presidente nacional, o também senador Ciro Nogueira (PI).
A cerimônia de filiação teve a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, da cúpula da sigla e do ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo), que deve fazer uma dobradinha com o deputado federal Filipe Barros (PL) na disputa ao Senado.
Em troca do apoio à sua futura candidatura, Moro dará palanque no Estado a Flávio.
Em seus discursos, ele e Rosângela fizeram acenos à família Bolsonaro. O senador afirmou que o Paraná estaria ao lado de Flávio, e que voltou a se aliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022 por entender que um retorno do governo Lula seria ruim para o País.
Corrupção
Moro disse que a corrupção voltou a reinar sob novo governo do PT e que Lula “está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento”. “O seu projeto é o projeto do nosso País. Estou também ansioso para ver o seu pai em casa, não por uma questão de política, mas por uma questão de justiça”, discursou Moro.
Bolsonaro e Moro – que ocupou a pasta da Justiça – romperam em 2020. O senador chegou a ser chamado pelo então presidente e seus filhos de “traíra”, “sem caráter” e “mentiroso deslavado”. Ex-ministro de Bolsonaro, Moro acusou o ex-presidente de interferir na Polícia Federal (PF) e disse que sua gestão desarticulou o combate à corrupção.
O senador prometeu dar continuidade às “coisas boas” da gestão Ratinho, mas disse que iria buscar “excelência e mudança” caso seja eleito governador. E afirmou também que o Paraná vai se beneficiar de um eventual governo Flávio na Presidência da República.
Solidariedade
Rosângela Moro demonstrou solidariedade à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que faltou ao evento por estar com o marido, internado no hospital DF Star desde o começo do ano.
Ela também afirmou que a “Lava-Jato foi um exemplo do Paraná do que a gente deveria estar vendo com o Banco Master”, referindo-se a investigações sobre a instituição.
Flávio Bolsonaro defendeu que, por mais que Moro esteja bem nas pesquisas de intenção de voto, o PL “não pode baixar a guarda”. Aliados de Flávio avaliam que a decisão de Ratinho de renunciar ao projeto presidencial e ficar no cargo foi influenciada pela jogada do PL de filiar Moro para enfrentar seu grupo nas urnas nas próximas eleições.
O coordenador da campanha de Flávio à Presidência da República, senador Rogério Marinho (PL-RN), pediu dias atrás o apoio de Ratinho à pré-candidatura presidencial do PL no primeiro turno – o que implicaria desistir do próprio projeto presidencial.
O governador paranaense, no entanto, ficou de dar um retorno. O PL então decidiu não esperar e optou pela a pré-candidatura de Moro para garantir um palanque para Flávio Bolsonaro no Estado. (Com informações de O Estado de S. Paulo)