Domingo, 28 de Novembro de 2021

Home Economia Setor de turismo projeta aviões e hotéis lotados no verão

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Um dos setores mais impactados pela pandemia, o turismo, respondia em 2019 por 8,1% do Produto Interno Bruto do país. Depois de meses de paralisação, que causaram a perda R$ 290 bilhões e 397 mil empregos, agora vem experimentando um boom, com a recuperação da procura por passagens e hotéis.

Mas o turista de 2021 é diferente daquele de dois anos atrás. A indefinição no longo prazo a respeito das normas de segurança sanitária ainda limita as viagens internacionais a passeio, e o turismo de negócios ainda não foi reiniciado com vigor.

Por outro lado, a demanda reprimida por viagens tem levado a um movimento de retomada acelerada do turismo doméstico, a ponto de provocar uma expectativa de que faltem assentos de aviões e quartos de hotéis para suprir a procura durante o verão – algo que, aliás, já aconteceu em julho nos principais destinos da Região Nordeste.

Esse é o panorama do setor, na avaliação dos participantes da última live do ano do projeto E Agora, Brasil?, realizado pelos jornais O Globo e Valor Econômico, com patrocínio do Sistema Comércio através da CNC, do Sesc, do Senac e de suas Federações.

Participaram do evento Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação; Carina Câmara, coordenadora da Câmara Temática de Turismo do Consórcio Nordeste; Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil; Leonel Andrade, presidente da CVC; e Magda Nassar, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens.

Momento de recuperação – Líderes de empresas e entidades de referência no setor, os participantes concordaram que o turismo vem reagindo, ainda que em novos termos.

“Precisamos dividir o cenário em dois: a recuperação do doméstico e do internacional. No doméstico, a recuperação vem bastante sólida, desde abril”, afirmou Cardier. No internacional, a situação é bem diferente. A recuperação vem acontecendo, mas é bem mais lenta.

O fato de que ainda há dúvidas sobre as exigências para viagens ao exterior, aliado a 18 meses sem emissão de vistos para os Estados Unidos, que agora geram agendamentos para o final de 2022, contribuem para adiar a retomada para níveis pré-pandemia em 2023 ou 2024, avaliou ele.

Com relação ao turismo de negócios, Andrade defendeu que essa retomada é esperada para 2022. “Teremos a volta muito forte de eventos, feiras, exposições, convenções. Vai ser explosivo no ano que vem.”

Dificuldades estruturais – Os participantes também debateram alguns dos gargalos que o setor enfrenta no longo prazo. Carina Câmara avaliou que a redução nas viagens internacionais, que também afeta o fluxo de turistas de fora do país em direção ao Brasil, poderia ser tratada neste momento, para posicionar melhor o setor.

“Se o Brasil, em 2019, recebia 6,3 milhões de visitantes estrangeiros por ano, e só o Museu do Louvre, em Paris, recebia 7,6 milhões, imagina o que temos de capacidade para receber turistas a mais. Mas não temos uma promoção bem feita do Brasil lá fora.”

Para Alexandre Sampaio, o setor superou esses obstáculos, e a crise como um todo, e conseguiu se reerguer, em parte porque investiu na digitalização. “Na área de hotelaria vimos um salto exponencial no processo de transformação digital. O mesmo aconteceu com restaurantes, que potencializaram as entregas de pedidos e o uso de tecnologia aplicada a limpeza, a processos operacionais.”

Por fim, Magda Nassar lembrou que o setor passou meses sugerindo às pessoas que evitassem viajar. Agora, está recomendando que os turistas retomem suas atividades, com segurança.

“A gente ficou quase dois anos calado, respeitando a pandemia, não falando para as pessoas viajarem. Mas hoje podemos dizer, com toda segurança: viaje tranquilamente.”

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