Sexta-feira, 24 de Julho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 24 de julho de 2026
O Sindienergia-RS, a Aliança Rio Grande, a Aliança Pelotas e a Azonasul (Associação dos Municípios da Zona Sul do RS) entregaram nesta sexta-feira (24) manifesto de apoio institucional à conversão da Refinaria de Petróleo Riograndense na primeira biorrefinaria do Brasil. O documento foi apresentado ao Conselho de Administração da empresa.
Segundo as entidades signatárias, a iniciativa trata-se de uma decisão empresarial, mas também uma possibilidade histórica de influenciar o desenvolvimento econômico, industrial, tecnológico e social de toda a região, reafirmando o protagonismo do Brasil na transição energética mundial.
A refinaria, inaugurada em 1937 como a primeira do país, foi historicamente fundamental para o desenvolvimento econômico regional e o pioneirismo industrial brasileiro. O projeto de conversão, estimado em US$ 1 bilhão, visa produzir combustíveis renováveis como SAF (combustível sustentável de aviação) e HVO (óleo vegetal hidrotratado), alinhando a empresa à transição energética global.
O investimento tem potencial para criar aproximadamente 4 mil postos de trabalho durante a fase de implantação e impulsionar diversos setores, como logística, construção civil e centros de pesquisa.
A refinaria responde por aproximadamente 30% do retorno de ICMS do município de Rio Grande, funcionando como fonte vital de recursos de livre aplicação para investimentos em infraestrutura e políticas públicas. As entidades alertam que a perda da refinaria colocaria em risco a autonomia financeira e a capacidade de planejamento do município, além de impactar uma vasta cadeia produtiva regional.
Embora reconheçam a autonomia dos acionistas (Petrobras, Braskem e Grupo Ultra) na tomada de decisão, os líderes reforçam que o investimento representa uma oportunidade histórica para o desenvolvimento sustentável da região e do país.
O manifesto conclui com um apelo para que o passado de inovação da refinaria inspire o futuro, consolidando o Rio Grande do Sul como protagonista na nova economia energética.