Sexta-feira, 19 de Junho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 19 de junho de 2026
Entidade reforça papel estratégico na cadeia produtiva, destaca avanços em sustentabilidade e inovação, e defende competitividade global do tabaco brasileiro.
O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) completa 79 anos de atuação em 2026, consolidando-se como uma das principais entidades representativas do setor fumageiro no Brasil. Fundado em 24 de junho de 1947 e sediado em Santa Cruz do Sul (RS), o sindicato reúne 13 empresas associadas e representa uma cadeia produtiva que envolve 533 mil pessoas no meio rural, distribuídas em 525 municípios da Região Sul, responsável por 96% da produção nacional de tabaco.
A relevância econômica e social do setor é expressiva. O Brasil mantém posição de destaque como líder mundial na exportação de tabaco em folha, respondendo por cerca de 40% das vendas globais. Em 2025, o segmento gerou mais de US$ 2 bilhões em exportações, contribuindo de forma significativa para a balança comercial brasileira. Além disso, o setor tem papel fundamental na geração de renda e empregos, especialmente em pequenas propriedades familiares, onde o cultivo do tabaco é integrado a outras culturas agrícolas.
Ao longo de sua trajetória, o SindiTabaco ampliou sua atuação: em 1980 passou a representar todo o Rio Grande do Sul; em 2006 expandiu para a Região Sul; e em 2010 adotou a atual denominação, com abrangência nacional (exceto Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo). Essa evolução reflete o crescimento do setor e a necessidade de uma representação mais ampla e estratégica.
A entidade também lidera iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental e social. Programas de incentivo às boas práticas agrícolas, preservação de recursos naturais, promoção da saúde e segurança dos produtores e proteção de crianças e adolescentes fazem parte da agenda permanente. O Sistema Integrado de Produção de Tabaco, por exemplo, garante assistência técnica, previsibilidade e inovação no campo, fortalecendo a competitividade do produto brasileiro.
Para o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, o futuro do setor depende da capacidade de alinhar competitividade e sustentabilidade: “A competitividade do tabaco brasileiro está diretamente vinculada à sustentabilidade econômica, social e ambiental de toda a cadeia produtiva. Por isso, é tão importante o nosso Sistema Integrado de Produção de Tabaco, que garante qualidade, inovação, previsibilidade e assistência técnica no campo. No SindiTabaco, temos um compromisso claro com o setor e pautamos nossa atuação em pilares fundamentais que orientam cada decisão e posicionamento adotados pela entidade.”
Além da sustentabilidade, a inovação tecnológica tem ganhado espaço. Empresas associadas investem em digitalização de processos, rastreabilidade e certificações internacionais, assegurando que o tabaco brasileiro atenda às exigências dos mercados mais rigorosos. A adoção de práticas modernas de gestão e a integração com plataformas digitais fortalecem a transparência e a eficiência da cadeia produtiva.
O setor também enfrenta desafios, como a necessidade de diversificação econômica em regiões produtoras e o acompanhamento das mudanças regulatórias globais. Nesse contexto, o SindiTabaco atua como interlocutor junto a governos e organismos internacionais, defendendo políticas que garantam previsibilidade e segurança jurídica para produtores e indústrias.
Com 79 anos de história, o SindiTabaco chega à contagem regressiva para seus 80 anos reafirmando seu papel estratégico: representar, integrar e fortalecer um setor que é vital para a economia brasileira e para milhares de famílias no Sul do país. A entidade projeta o futuro com base em três pilares — sustentabilidade, inovação e competitividade — e reforça seu compromisso de manter o tabaco brasileiro entre os mais requisitados do mundo. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)