Quarta-feira, 27 de Maio de 2026

Home Acontece Sociedade de Engenharia discute impacto dos Planos Diretores na reconstrução urbana do RS

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A Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (SERGS) promoveu, nesta quarta-feira (27), em Porto Alegre, mais uma edição do Sergs Debates, com o tema “Reconstruir melhor: o papel dos Planos Diretores na nova infraestrutura urbana do RS”. O debate ganhou ainda mais relevância após as enchentes de 2024, que evidenciaram a necessidade de o Rio Grande do Sul repensar o desenvolvimento urbano, a ocupação territorial e a infraestrutura dos municípios.

Segundo o presidente da Sergs, Leonardo Treiguer, o cenário atual exige planejamento de longo prazo e integração entre diferentes setores. “A revisão dos Planos Diretores deve considerar, de forma integrada, questões de mobilidade urbana, construção, meio ambiente e desenvolvimento social. Não é possível pensar essas ações separadamente”, afirmou.

Com olhar técnico e estratégico, os participantes destacaram a importância das diretrizes urbanísticas para orientar o crescimento sustentável dos municípios, conciliando desenvolvimento, segurança e resiliência ambiental. O debate também reforçou a necessidade de tornar as cidades mais preparadas para enfrentar eventos climáticos extremos.

Para a secretária-adjunta da Reconstrução Gaúcha, Ângela de Oliveira, as diretrizes de resiliência climática e o zoneamento de risco precisam ser prioridades nos Planos Diretores. Ela ressaltou que cada município possui características geográficas próprias e, por isso, deve adotar soluções urbanísticas específicas, especialmente nas cidades mais afetadas pelas enchentes de 2024.

O secretário do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade de Porto Alegre, Germano Bremm, abordou os desafios e avanços relacionados à revisão do Plano Diretor da Capital. Segundo ele, a nova proposta representa uma mudança importante no modelo urbano. “A gente sai de uma lógica focada apenas em regras construtivas dos lotes privados para um planejamento mais proativo, que coloca o espaço público no centro da organização da cidade”, explicou.

Já o consultor técnico do Sinduscon-RS, Antônio Carlos Zago, destacou que o setor da construção civil já vem incorporando práticas ligadas à sustentabilidade e à resiliência climática. “A nova legislação detalha melhor as contrapartidas e medidas compensatórias relacionadas à absorção das águas da chuva, e muitas dessas práticas já vêm sendo adotadas pelo setor”, afirmou.

Segundo o secretário estadual de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, as enchentes deixaram como principal lição a necessidade de adaptar a infraestrutura às diferentes características geográficas do Estado. Segundo ele, na Serra, por exemplo, a força das águas provocou erosões e destruiu estruturas rodoviárias, enquanto nas regiões de várzea o rápido aumento do nível dos rios isolou cidades e atingiu áreas urbanas inteiras.

Para a vereadora Comandante Nádia, o processo de reconstrução urbana exige articulação e alinhamento entre Legislativo e Executivo. Ela defendeu que o planejamento urbano precisa ser construído com diálogo, abertura para sugestões e participação dos diferentes setores envolvidos nas decisões sobre a cidade, o que já vem acontecendo em Porto Alegre.

No encerramento do Sergs Debates de maio, que teve patrocínio do Banrisul e mediação da engenheira Daniela Cardeal, foi reforçada a importância de encontros como esse para ampliar o debate sobre planejamento urbano integrado e contribuir para a construção de cidades mais resilientes e preparadas para os desafios do futuro.

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Sociedade de Engenharia debate o papel dos Planos Diretores na reconstrução do RS
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