Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Home Tecnologia Spotify vai desacelerar contratações em 25%

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O presidente-executivo do Spotify, Daniel Ek, informou a equipe por e-mail que a empresa de streaming de áudio reduzirá contratações em 25%, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto.

Ek disse que o Spotify continuará contratando, embora vai diminuir o ritmo “e ser um pouco mais prudente” nos próximos trimestres.

O diretor financeiro do Spotify, Paul Vogel, disse durante uma conferência com investidores no início deste mês que a empresa está observando a incerteza na economia global. Embora ainda não tenha visto um impacto material nos negócios, ele disse na ocasião: “Estamos acompanhando de perto a situação e avaliando nosso crescimento de pessoal no curto prazo”.

A desaceleração do Spotify é parte de um movimento afetando todo o setor de tecnologia. Com a inflação global, e subsequente alta de juros, as empresas veem sob ameaças o volume de clientes e investimentos.

No começo de junho, Elon Musk admitiu que poderá fazer demissões na Tesla por temer uma recessão. Em maio, a Netflix demitiu 150 pessoas nos EUA.

Enquanto isso, no Brasil, os “unicórnios” (startups avaliadas acima de US$ 1 bilhão) Mercado Bitcoin, Vtex, Olist, QuintoAndar, Loft e Facily também fizeram demissões – na média, as empresas têm reduzido entre 5% e 7% dos funcionários.

As incertezas relacionadas à economia global também impactaram outras gigantes da tecnologia. Uma delas foi a Meta, que em maio anunciou ter paralisado as contratações de colaboradores para cargos específicos, como cientistas de dados, engenheiros e recrutadores.

Outra companhia que parece ter sido afetada é a Coinbase. Na última terça-feira (14), a corretora de criptomoedas revelou uma grande reestruturação, resultando na demissão de aproximadamente 1,1 mil funcionários (18% do quadro atual de colaboradores).

No comunicado enviado aos trabalhadores, o CEO da exchange, Brian Armstrong, disse que a empresa está se preparando para um possível “inverno cripto”, referindo-se ao clima nada favorável aos criptoativos nos últimos meses.

“Spotify Pie”

Quem navega pelas redes sociais nos últimos dias pode ter se deparado com imagens de gráficos de pizza, com os artistas e gêneros mais populares de seus contatos.

As postagens foram criadas por uma ferramenta chamada de “Spotify Pie”, que analisa o perfil e cria uma imagem com as músicas, artistas e playlists mais usadas.

Ao contrário da retrospectiva anual da empresa de streaming, a “pizza do Spotify” não é um recurso oficial. Ele foi desenvolvido pelo estudante Darren Huang e postado na rede social para programadores GitHub.

Existem outras plataformas que fazem gráficos e listas de favoritos semelhantes, como o LastFM e o Spotify Charts. O que é importante lembrar nesses casos é que, ao usar essas ferramentas, os usuários concordam em compartilhar seus dados com terceiros.

Isto dito, não é possível saber o que essa empresa vai fazer com os dados obtidos do Spotify de quem realizou a vinculação com o perfil depois que a moda passar – e, por isso, a recomendação é desvincular o perfil após o uso.

Entre as permissões que “Spotify Pie” pede, por exemplo, estão acesso ao conteúdo e dispositivos que nos quais os usuários têm o aplicativo instalado.

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