Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026

Home Política Supremo não está acima do bem e do mal, diz ministro Guilherme Boulos

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O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), ressaltou nesta segunda-feira (23) o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) ao “preservar” a democracia brasileira, mas destacou que a Corte não está “acima do bem e do mal”.

“O Supremo Tribunal Federal foi importante para o Brasil para preservar a democracia contra quem queria dar golpe de Estado […] Isso não quer dizer que o Supremo ou qualquer outra instituição esteja acima do bem e do mal”, afirmou Boulos em entrevista ao programa “Alô Alô Brasil”, da Rádio Nacional.

A declaração se dá em meio às polêmicas envolvendo o Banco Master, investigado por fraudes financeiras, e o possível envolvimento de ministros do Tribunal com a instituição. Um dos magistrados suspeitos de terem envolvimento com o banco é o ministro Dias Toffoli. Mensagens periciadas pela Polícia Federal identificaram menções de Daniel Vorcaro, dono do Master, a supostos pagamentos cifrados ao magistrado.

Somado a isso, já foi revelado que um fundo ligado ao Master investiu mais de R$ 4 milhões em um resort que pertenceu a familiares do ministro. Toffoli era o relator do caso referente ao Master no Supremo. No entanto, depois que as mensagens de Vorcaro vieram à tona, a relatoria passou para o ministro André Mendonça.

Além de Toffoli, também levanta suspeita a atuação do ministro Alexandre de Moraes. Em dezembro, o jornal O Globo publicou reportagens que revelaram um contrato de R$ 129 milhões do Banco Master com a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. O jornal afirmou ainda que Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao menos quatro vezes para tratar de interesses em favor do Banco Master.

A partir dessas informações, parlamentares disseram que iriam apresentar um pedido de impeachment do magistrado pelo caso.

“Vamos aproveitar o fato de ter o recesso pela frente para buscar o máximo de assinaturas de deputados e senadores para esse pedido de impeachment e tendo em vista esse fato novo”, disse à CNN Brasil o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS).

Um pedido de CPI (comissão parlamentar de inquérito) também está sendo analisado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O senador disse que a investigação buscaria revelar se existe um contrato que garantiu o pagamento de R$ 3,6 milhões para o escritório de advocacia da mulher de Moraes com contraprestação mínima.

Outro ponto a ser apurado, segundo o senador disse, é se Moraes teria interferido diretamente em benefício de um cliente da banca de advocacia da família dele.

“O objetivo com uma Comissão Parlamentar dessa é colocar luz nos fatos. Ninguém está condenando previamente a doutora Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, o próprio ministro ou quem quer que seja. Mas fatos dessa relevância têm que ser apurados”, disse Vieira à CNN.

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