Quarta-feira, 11 de Março de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 11 de março de 2026
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, tem discutido reservadamente com os ministros saídas institucionais para a maior crise de credibilidade da história da Corte, mas suas opções são limitadas por questões regimentais, políticas e jurídicas. A mais temida por envolvidos seria incentivar o afastamento voluntário de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, por exemplo, mas a medida, “dura e necessária”, dizem juristas com atuação no tribunal, não faz o estilo do cauteloso Fachin. Tanto assim que ele só pensa no STF do futuro, com seu Código de Conduta.
PGR catatônico
Outra opção seria encaminhar as suspeições à Procuradoria Geral da República, mas seu titular Paulo Gonet também é alvo de críticas.
‘Sob ataque’?
Ministros defendem que o STF estaria “sob ataque” e que a Fachin não resta alternativa senão defender a instituição e blindar os envolvidos.
Uísque em Londres
Como nada está tão ruim que não possa piorar, revela-se que Daniel Vorcaro bancou gastos extravagantes de ministros em Londres.
Saída é logo ali
Há ministros convencidos de que, sem o STF tomar providências, ao Senado não restará alternativa senão abrir processos de impeachment.
MDB mineiro foi crucial para melar chapa com Lula
A falta de um palanque expressivo em Minas Gerais, com histórico de ser o Estado decisivo nas eleições, praticamente sepultou os planos de Lula de arrastar o MDB para uma chapa presidencial, enxotando Geraldo Alckmin (PSB) da cadeira de vice. Logo no início do mês, 20 diretórios regionais assinaram manifesto pedindo a independência do partido nas eleições deste ano. Boa parte dos signatários já era esperada, a surpresa foi a assinatura de Newton Cardoso, presidente do MDB-MG.
Sai de mim
Cardoso era tido como “mais manso” e que não seria a pedra no sapato para a aliança. Mas o mineiro deu um chega pra lá no PT.
Se meteu
Pegou mal a tentativa de interferência de Lula no MDB. O petista queria lançar Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo pelo partido.
Tem gente
O MDB tem ao menos dois nomes que querem disputar o governo. Nenhum é ligado a Pacheco. O movimento foi visto como atropelo.
Xadrez eleitoral
Descartado na vaga de vice de Lula, o MDB procura refúgio com o PSD. Entretanto, o partido não é aliado de Ronaldo Caiado no Goiás, nem do governo gaúcho de Eduardo Leite. Só apoia Ratinho Jr, no Paraná.
Para ricaços
Pode ultrapassar os US$100 mil o exclusivíssimo whisky Macallan, a depender da edição, rótulo incluso na degustação do enrolado banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, em Londres.
Nome de quem
Para cessar dúvidas se Vorcaro tinha ou não o número de Moraes, o vice-presidente da CPMI do INSS, deputado Duarte Jr (PSB-MA) foi logo na operadora. Pediu o nome do titular da linha que aparece na agenda.
Guerra ao terror
Causou estranhamento o empenho de Lula para livrar do selo de terroristas duas perigosas facções criminosas, “a quem o PT e Lula realmente servem?”, questiona o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Prêmio
“O sistema entregando um prêmio pela missão cumprida”, conclui o senador Magno Malta (PL-ES) sobre a nomeação de Fábio Shor, delegado da PF que atuou em inquéritos contra Jair Bolsonaro, agora alçado ao posto de assessor de Alexandre de Moraes no Supremo.
Tá explicado
Deltan Dallagnol ironizou punição por chamar o STF de “Casa da mãe Joana”, em 2022. O ex-deputado diz que estava enganado e que, na verdade, a suprema corte é “a casa do Daniel Vorcaro”.
Tá feia a coisa
Embaixadores do Golfo Pérsico no Brasil procuraram a Comissão de Relações Exteriores do Senado e pediram atenção sobre a situação de brasileiros. A CRE vai chamar o chanceler Mauro Vieira para explicar.
Deu em nada
Foi arquivada a investigação contra Elon Musk por supostamente usar rede social para atentar contra o Poder Judiciário. A Procuradoria-Geral da República diz não haver prova, pediu o arquivamento e foi acatado.
Pensando bem…
…começou a temporada dos partidos de dois gumes.
Poder sem Pudor
Ooops, errei
Em junho de 1991, deputado tucano, José Serra visitava Washington e foi almoçar na casa do embaixador Marcílio Marques Moreira. Desceu do táxi, bateu à porta e entrou. A empregada, cucaracha, avisou que o embaixador ainda não havia chegado. À vontade, Serra disparou telefonemas por conta da embaixada e, após folhear livros e mexer em papéis, descobriu meia hora depois que entrara na casa vizinha, do embaixador da Bolívia.
Cláudio Humberto
@diariodopoder
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