Sexta-feira, 09 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 4 de janeiro de 2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará na quinta-feira (8) um evento institucional para marcar os três anos da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes da República, episódio ocorrido em 8 de janeiro de 2023. A programação foi organizada pelo ministro Edson Fachin, presidente da Corte, e tem como objetivo promover a reflexão sobre os impactos do ataque às instituições democráticas e a preservação da memória do ocorrido.
Naquela data, apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro, insatisfeitos com o resultado das eleições presidenciais de 2022, invadiram e depredaram os prédios do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, em Brasília. Os manifestantes questionavam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva e defendiam uma intervenção militar, em atos que foram classificados pelas autoridades como uma tentativa de ruptura institucional.
Os episódios de violência e vandalismo ocorridos naquele dia embasaram investigações e processos conduzidos pelo STF, que resultaram na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados apontados como integrantes da chamada trama golpista. Além disso, diversas pessoas identificadas como participantes diretas da invasão e da depredação dos prédios públicos também foram responsabilizadas criminalmente, com aplicação de penas definidas pelo Judiciário.
O evento promovido pelo STF recebe o título “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer” e contará com uma série de atividades ao longo da tarde. A programação tem início às 14h30 com a abertura da exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução”, no Espaço do Servidor, que reúne registros do processo de recuperação das sedes dos Três Poderes após os ataques.
Na sequência, será exibido o documentário inédito “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”, no Museu do STF. A produção aborda os esforços institucionais e simbólicos realizados para restaurar os prédios e reafirmar os valores democráticos. Após a exibição, está prevista uma roda de conversa com profissionais da imprensa, também no Museu do STF, com foco na cobertura jornalística dos acontecimentos e no papel da comunicação na defesa da democracia.
O encerramento da programação ocorrerá com a mesa-redonda intitulada “Um dia para não esquecer”, no salão nobre do Supremo Tribunal Federal, reunindo autoridades e convidados para discutir os desdobramentos do episódio e seus reflexos institucionais.
Durante evento semelhante realizado no ano passado, o ministro Edson Fachin afirmou que os atos golpistas representaram a “face visível” de um movimento “subterrâneo” que articulava um golpe de Estado. Na ocasião, o magistrado destacou a importância da preservação da memória institucional. “Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história”, afirmou. (Com informações do jornal O Globo e do Valor Econômico)