Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026

Home Mundo Tensão no Oriente Médio: os sinais de que EUA e Irã podem estar se preparando para um ataque

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Estados Unidos e Irã enfrentam uma nova escalada de tensões após o governo norte-americano sugerir a possibilidade de um ataque ao país do Oriente Médio. A ameaça ocorre em meio à onda de manifestações que se espalha pelo Irã. Teerã afirmou que irá retaliar qualquer ofensiva militar. Desde 28 de dezembro, milhares de pessoas marcham nas principais cidades iranianas contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. Os protestos começaram diante da insatisfação popular com a situação econômica do país. Nos últimos dias, o presidente Donald Trump tem sinalizado que os Estados Unidos podem interferir nos protestos.

No sábado (10), o norte-americano afirmou que o Irã está “buscando a liberdade” e disse que os EUA “estão prontos para ajudar”. Três dias depois, ele pediu que os manifestantes continuassem nas ruas e declarou que “ajuda está a caminho”, sem detalhar o significado da afirmação. A imprensa americana afirmou que Trump tende a atacar o Irã e que uma operação militar é considerada mais provável do que improvável.

Na terça-feira (13), em tom de ameaça, Trump disse que poderia adotar “medidas muito duras” caso o Irã começasse a executar manifestantes. A declaração ocorreu após uma ONG denunciar que um jovem de 26 anos detido nos protestos seria enforcado. Depois da fala do presidente, a organização afirmou que a execução foi adiada.

Na quarta-feira (14), a agência Reuters informou que os Estados Unidos começaram a retirar parte dos funcionários de bases militares estratégicas no Oriente Médio como medida de precaução.

“Todos os sinais indicam que um ataque dos EUA é iminente, mas esse é o comportamento desta administração para manter todos em alerta. A imprevisibilidade faz parte da estratégia”, disse um militar à Reuters. Dois funcionários europeus ouvidos pela agência afirmaram que uma operação militar dos EUA poderia ocorrer dentro de 24 horas.

Ainda na terça-feira, o governo dos EUA emitiu um alerta determinando que todos os cidadãos americanos deixassem o Irã imediatamente. Canadá, França e Polônia adotaram medidas semelhantes. O Reino Unido fechou temporariamente a embaixada em Teerã e pediu que cidadãos britânicos evitassem viajar também para Israel.

Movimentações em bases militares, além de embaixadas, e avisos sobre viagens também foram comuns dias antes do ataque de Israel ao Irã, em junho de 2024. Na madrugada de quarta-feira, pelo horário local, uma aeronave não tripulada da Marinha dos EUA apareceu nos radares do site FlightRadar24 sobrevoando uma área próxima à costa iraniana. Quase 24 horas depois, o Irã chegou a fechar o espaço aéreo por quase 5 horas para voos internacionais, com exceção daqueles com origem ou destino a Teerã. Mais cedo, autoridades da Alemanha emitiram uma diretriz alertando companhias aéreas do país a evitar o espaço aéreo iraniano.

Segundo a Reuters, o Irã tem pedido a países da região que tentem impedir um ataque dos EUA. Uma autoridade iraniana, sob condição de anonimato, disse que aliados foram contatados para auxiliar nas negociações. O jornal The Wall Street Journal afirmou que rivais do Irã no Oriente Médio também pressionam a Casa Branca para evitar uma ofensiva. A avaliação é que um bombardeio poderia afetar o preço do petróleo e provocar instabilidade regional.

Oficialmente, o Irã declarou que irá retaliar qualquer ataque dos Estados Unidos e prometeu atingir bases americanas e de Israel na região. (Com informações do portal de notícias g1)

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