Domingo, 15 de Março de 2026

Home Tecnologia Tinder lança novos recursos que prometem “química” e astrologia em busca do “match” ideal

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O Tinder anunciou uma série de novas atualizações no aplicativo – incluindo vários recursos impulsionados por inteligência artificial – marcando sua mais recente tentativa de revitalizar a marca para a Geração Z, público considerado crucial.

As mudanças, reveladas durante um evento realizado em Los Angeles (EUA), incluem uma mistura de novos recursos, melhorias em funcionalidades já existentes e algumas medidas adicionais de segurança.

“Com mais da metade de nossos usuários com menos de 30 anos, estamos desenvolvendo ao lado de uma geração que quer que os encontros pareçam mais autênticos, com menos pressão e que realmente valham seu tempo”, disse Spencer Rascoff, diretor-executivo do Tinder e de sua controladora, a Match Group.

Muitas empresas de aplicativos de namoro, incluindo Match Group, Bumble e Grindr, estão lidando com uma mudança geracional na forma como os jovens preferem conhecer outros solteiros. E muitos usuários de diferentes faixas etárias têm indicado uma sensação de esgotamento após usar os aplicativos continuamente sem encontrar combinações de qualidade.

Um tema comum nas estratégias de todas as grandes empresas é oferecer novos recursos, muitos deles impulsionados por inteligência artificial. O Bumble, no início desta semana, anunciou um assistente baseado em IA destinado a atuar como um “casamenteiro” pessoal.

Os novos recursos do Tinder incluem:

* Uma experiência de “speed dating” por vídeo em tempo real dentro do aplicativo, que chegará ainda nesta primavera. Usuários que passaram pela verificação de fotos poderão participar de eventos virtuais programados para conversas por vídeo de 3 minutos.

* Um novo recurso chamado “Events”, que permite aos usuários descobrir eventos locais e ver quem mais tem interesse em participar. Os encontros variam bastante, incluindo aulas em grupo e noites de quiz. O recurso estreará primeiro em Los Angeles como parte de um projeto piloto.

* O “Music Mode”, recurso já existente no aplicativo, foi redesenhado para conectar usuários com base no gosto musical compartilhado. A funcionalidade passa a priorizar perfis com interesses semelhantes e a dar a eles maior destaque na plataforma.

* Um novo “Astrology Mode” permite que os usuários adicionem detalhes de nascimento ao perfil e vejam análises mais profundas sobre como podem se alinhar com um possível par.

* O recurso “Chemistry” ou “química”, numa tradução livre, que usa inteligência artificial para analisar informações do perfil, respostas dos usuários a perguntas e insights de fotos para facilitar conexões mais significativas, será lançado nos Estados Unidos e no Canadá. Ele já está disponível na Austrália e na Nova Zelândia.

A marca também está introduzindo um sistema de recomendação em tempo real chamado “Learning Mode”, projetado para entender melhor o que as pessoas procuram e fazer sugestões de combinações mais precisas.

Segurança 

No campo da segurança, o Tinder informou que fará melhorias no recurso “Are You Sure?”, que alerta os usuários sobre linguagem potencialmente prejudicial antes de enviar uma mensagem. A empresa também planeja adicionar um recurso de desfoque automático à ferramenta “Does This Bother You?”, que detecta mensagens potencialmente inadequadas.

Outra novidade é uma iniciativa chamada “Tinder Connect”, que pretende trazer mais aspectos da vida real do usuário para o perfil, com base nos aplicativos que ele já utiliza. A ferramenta funciona com parceiros como Duolingo e Beli, para destacar melhor interesses dos usuários, desde idiomas até preferências gastronômicas. A empresa afirma que já viu sucesso anteriormente com a integração da plataforma com o Spotify.

Embora a Match Group e outras empresas de aplicativos de namoro estejam investindo fortemente em inteligência artificial para reformular seus aplicativos principais, não está claro se é isso que a maioria dos usuários deseja.

A Geração Z, que de modo geral namora menos do que gerações mais velhas, relatou maior desconforto do que os millennials ao usar IA para escrever descrições de perfil, responder mensagens ou modificar fotos de perfil, segundo uma pesquisa publicada no ano passado pela Bloomberg Intelligence. (Com informações da Bloomberg)

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