Domingo, 26 de Julho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 26 de julho de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fará em dia 17 agosto uma reunião com embaixadadores para explicar o funcionamento da urna eletrônica. Diplomatas dos Estados Unidos e de todos os países com representação no Brasil foram convidados.
Em nota, divulgada neste sábado, o TSE destacou que a urna eletrônica é um “patrimônio do povo brasileiro” e que será defendida pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, no encontro.
A área internacional do Tribunal foi procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar sobre visita de integrantes do governo americano, segundo o texto divulgado há pouco, mas a pauta não foi informada. A audiência não foi marcada devido ao recesso do Judiciário, informou o TSE.
A nota informa ainda que a Organização dos Estados Americanos (OEA), União Europeia, Parlasul, Carter Center, Uniore e ROJAE-CPLP já aceitaram compor a Missão de Observadores Eleitorais (MOEs) para acompanhar o pleito de outubro. A União Africana e a Liga Árabe também receberam convites.
Em 16 de junho, o presidente já havia se reunido com 25 embaixadores, quando explicou o funcionamento do sistema eletrônico de votação brasileiro.
Na última sexta-feira, o Itamaraty negou vistos de dois funcionários do governo americano que viriam ao Brasil com a justificativa oficial de discutir liberdade de expressão no contexto das eleições: Riley M. Barnes, secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel D. Samson, secretário-assistente adjunto do mesmo escritório, atuam no Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio.
A avaliação interna levou em consideração que o pedido de visto com esta finalidade ocorreu em um momento em que o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) questionou as urnas eletrônicas, inclusive em um evento com diplomatas. Observou-se haver, então, um risco de instrumentalização da visita em um contexto pré-eleitoral.
Flávio Bolsonaro diz que urnas usadas no Brasil são de empresa suspeita
Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato à Presidência da República, afirmou em um evento com representantes de cerca de 40 embaixadas, em Brasília, que muitas das máquinas utilizadas nas eleições brasileiras seriam da Smartmatic, empresa citada em suspeitas de fraudes eleitorais na Venezuela. As informações já foram desmentidas pela Justiça Eleitoral.
Durante o encontro, o senador mencionou uma reunião realizada em 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro reuniu embaixadores no Palácio da Alvorada para apresentar questionamentos sobre o sistema eleitoral brasileiro.
“Hoje o ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível após uma reunião com embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral e apenas manifestava suas preocupações para que os embaixadores levassem esse cenário de preocupação para os seus países”, afirmou na época. Com informações dos portais O Globo e G1.