Domingo, 04 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 3 de janeiro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, levou 47 segundos e foi planejada para evitar vazamentos de informação. Segundo Trump, a ofensiva ocorreu em meio a resistência armada e risco de retaliação, mas manteve o “elemento surpresa” do início ao fim.
A declaração foi feita durante pronunciamento e entrevistas nesse sábado (3), após o anúncio oficial da operação militar dos EUA no país vizinho. De acordo com Trump, o planejamento da ação levou em conta o risco de vazamentos, que ele atribuiu ao Congresso americano. “O Congresso tem tendência a vazar informações. Eu sabia que isso ia acontecer em algum momento”, disse.
Apesar da rapidez, o presidente afirmou que a execução foi complexa. “Foram necessários 47 segundos, mas foi muito difícil. Ele chegou até a porta, mas não conseguiu fechá-la”, relatou ao comentar o momento da detenção de Maduro.
Trump afirmou ter acompanhado a operação de perto e disse que as forças americanas enfrentaram oposição armada. “Passamos pela oposição, por forças de retaliação. Havia muitos adversários”, declarou.
Segundo o presidente, a ação envolveu coordenação precisa para neutralizar riscos no local onde Maduro se encontrava, em Caracas.
“Resolução Absoluta”
Durante a coletiva, o presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, detalhou o planejamento da ação, batizada de Operação Resolução Absoluta. Segundo ele, os militares mantiveram “totalmente o elemento surpresa”, desmantelando e desativando sistemas de defesa aérea venezuelanos.
Caine afirmou que, ao chegarem ao complexo onde Maduro estava, helicópteros americanos foram alvejados e responderam com “força esmagadora”. Um helicóptero teria sido atingido, mas todas as aeronaves retornaram à base com segurança.
O general descreveu a operação como “discreta” e “precisa”, envolvendo soldados, marinheiros, aviadores e fuzileiros navais, em coordenação com agências de inteligência e forças policiais. Segundo Caine, a extração exigiu mais de 150 aeronaves, convergindo no local e no horário exatos.
O planejamento incluiu meses de trabalho de inteligência, com levantamento detalhado sobre a rotina de Maduro, incluindo locais frequentados e hábitos pessoais.
Após a captura, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados por helicóptero das Forças Armadas dos EUA até o USS Iwo Jima, navio de assalto anfíbio da classe Wasp posicionado no mar do Caribe desde o fim do ano passado.
O USS Iwo Jima é equipado para operar aeronaves de decolagem curta e pouso vertical, como o F-35B, além de realizar desembarques anfíbios com tropas e veículos, projetando poder aéreo e terrestre em operações combinadas.
Anúncio do ataque
Mais cedo, Trump havia anunciado nas redes sociais que os EUA realizaram um ataque de grande escala na Venezuela, capturando Maduro e retirando-o do país por via aérea. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, disse não saber o paradeiro do presidente e exigiu prova de vida.
As declarações de Trump e dos militares ampliam a repercussão internacional da operação e alimentam o debate sobre seus impactos políticos, jurídicos e regionais.