Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 23 de fevereiro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar países que foram alvo do tarifaço com novas e mais altas taxas e tarifas. Após a queda da tarifa imposta por ele, Trump elevou o tom contra os países que queiram tirar proveito da “ridícula decisão da Suprema Corte”.
“Qualquer país que queira ‘jogar sujo’ com a ridícula decisão da Suprema Corte, especialmente aqueles que ‘exploraram’ os EUA por anos e mesmo por décadas, enfrentarão tarifas muito mais altas e piores do que aquelas que acabaram de aceitar. Cuidado, comprador. Agradeço a sua atenção a este assunto”, escreveu Trump.
A declaração foi feita na rede social do republicano, a Truth Social. O mandatário também chegou a dizer que “não precisa voltar ao Congresso para obter aprovação das tarifas”, contradizendo a decisão da Suprema Corte norte-americana.
“Como presidente, não preciso voltar ao Congresso para obter a aprovação das tarifas. Elas já foram aprovadas, de diversas formas, há muito tempo. Além disso, foram reafirmadas recentemente pela ridícula e mal elaborada decisão da Suprema Corte”, escreveu Donald Trump.
Na última sexta-feira (20), a Corte determinou ilegal o tarifaço imposto por Donald Trump no primeiro ano deste seu segundo mandato e determinou a suspensão imediata das medidas.
Ao justificar a suspensão, a Corte afirmou que a legislação norte-americana concede ao Executivo poder para “regular” setores e atividades, mas não autoriza a criação de tributos sem a aprovação do Congresso.
Logo após a decisão do tribunal, Trump promoveu uma coletiva na última sexta-feira para anunciar a imposição de uma nova tarifa de 15% para todos os parceiros comerciais do país, sem exceção. A medida entrou em vigor durante a madrugada de sexta para sábado (21) e, com base na Seção 122 da Lei de Comércio dos EUA, pode permanecer em vigor em até 150 dias, salvo com aprovação do Congresso.
Ainda durante a manhã, o presidente dos EUA afirmou que não precisa do Congresso para obter a aprovação das tarifas, apesar do dispositivo utilizado por ele para impor as novas taxas prever essa condução. “Essa aprovação já foi concedida, de diversas formas, há muito tempo! Elas também foram recentemente reafirmadas pela decisão ridícula e mal elaborada da Suprema Corte!”, acrescentou. (Com informações do portal de notícias Metrópoles e do jornal Correio Braziliense)