Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026

Home Mundo Trump ameaça tomar “medidas duras” contra o Irã em caso de enforcamento de manifestantes

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (13) que o país adotará “medidas muito duras” caso o Irã comece a enforcar manifestantes. A declaração foi dada em entrevista à CBS News, ao comentar relatos de que o regime iraniano planeja executar um jovem que participou de atos contra o governo.

A organização humanitária curdo-iraniana Hengaw afirmou mais cedo que Erfan Soltani, de 26 anos, será enforcado na quarta-feira (14), após ter sido detido durante um protesto contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. Segundo a entidade, autoridades informaram à família que a sentença de morte é definitiva. A família diz que Soltani foi preso em casa na última quinta-feira (8) e não teve direito a advogado.

Na entrevista, Trump disse não ter conhecimento da decisão de executar manifestantes, mas fez um alerta ao ser informado sobre os relatos. “Vamos tomar medidas muito duras, se fizerem esse tipo de coisa”, afirmou.
Questionado sobre quais medidas poderiam ser adotadas, Trump disse apenas que o objetivo seria “vencer”.

Ao explicar o que quis dizer com isso, citou exemplos como a atuação dos Estados Unidos na Venezuela e operações realizadas em 2019 e 2020 que resultaram nas mortes de Abu Bakr al-Baghdadi, então líder do Estado Islâmico, e de Qasem Soleimani, general iraniano.

Trump também mencionou o ataque dos EUA ao Irã em junho de 2024 como exemplo do que seria “vencer”.

“A ameaça nuclear iraniana foi eliminada em cerca de 15 minutos, assim que os B-2 chegaram lá. Aquilo foi uma obliteração completa”, disse.

Ainda nesta terça-feira, Trump pediu que manifestantes continuassem protestando no Irã e afirmou que “a ajuda está a caminho”, sem detalhar o significado da declaração. Questionado sobre isso, disse que os Estados Unidos podem atuar de diferentes formas, incluindo por meio de medidas econômicas.

Protestos

Ao menos 2.003 pessoas morreram durante os protestos no Irã, segundo a organização Human Rights Activists (HRANA), sediada nos Estados Unidos. Dentro deste número, estão 1.850 manifestantes, 135 indivíduos ligados ao governo iraniano, nove pessoas com menos de 18 anos e nove civis que não participavam dos protestos, ainda de acordo com a HRNA. Mais cedo, o grupo informou que pelo menos 16.784 pessoas foram presas.

Ainda não está claro se a contagem da HRANA reflete totalmente a dimensão das vítimas e das prisões, devido ao bloqueio do acesso à internet e das linhas telefônicas pelas autoridades. Protestos antigoverno no Irã eclodiram no país no final de dezembro, em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos.

Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações mais gerais contra o regime. As preocupações com a inflação atingiram o auge na semana passada, quando os preços de produtos básicos como óleo de cozinha e frango dispararam dramaticamente da noite para o dia, com alguns produtos desaparecendo completamente das prateleiras.

A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos em comparação ao restante do mercado – o que levou lojistas a aumentarem os preços e alguns a fecharem suas portas, iniciando os protestos. (Com informações dos portais de notícias CNN Brasil e g1)

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