Sexta-feira, 09 de Janeiro de 2026

Home em foco Trump diz que Estados Unidos seguem no comando da Venezuela e prevê extrair petróleo por “vários anos”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo deve seguir “administrando” a Venezuela e extraindo petróleo das reservas do país latino-americano “por muitos anos”.

Trump fez a declaração em uma entrevista ao jornal norte-americano “The New York Times” publicada nessa quinta-feira (8). O republicano disse ainda que o governo interino da Venezuela, assumido pela vice-presidente de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, “está nos dando tudo o que consideramos necessário por enquanto”.

Questionado pelo veículo se a ingerência de Washington sobre Caracas seriam três meses, seis meses, um ano ou mais, Trump respondeu: “Eu diria que muito mais tempo”.

“Vamos reconstruí-la de uma forma muito lucrativa”, disse o presidente sobre a Venezuela, acrescentando: “Vamos usar petróleo e vamos importar petróleo. Vamos baixar os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, que precisa desesperadamente disso.”

Ao ser questionado por que preferiu apoiar a agora presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no lugar de incentivar que a oposição tomasse o poder no país, o presidente dos EUA se negou a responder.

Ele acrescentou que os EUA estão “se dando muito bem” com o governo da presidente interina Delcy Rodríguez neste momento, segundo o jornal.

Na terça-feira (6), Trump revelou um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo que estavam retidos na Venezuela devido ao bloqueio dos EUA, em mais um sinal de que Washington está coordenando ações com o governo venezuelano desde a captura do presidente Nicolás Maduro em uma operação no último fim de semana.

Freio em Trump

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, 8, uma resolução para barrar o presidente Donald Trump de ordenar novas ações militares contra a Venezuela, após uma operação no fim de semana que capturou o ditador Nicolás Maduro, em meio a bombardeios a Caracas, da qual o Congresso não tinha conhecimento prévio.

A medida foi aprovada por 52 votos a 47. Todos os senadores democratas votaram a favor, assim como cinco republicanos: Rand Paul, Todd Young, Lisa Murkowski, Josh Hawley e Susan Collins.

A resolução sobre poderes de guerra, apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, exige que Trump solicite permissão do Congresso antes de atacar ou usar as forças armadas contra a Venezuela. Após a operação de sábado, na qual unidades especiais americanas invadiram Caracas e levaram Maduro para Nova York para ser julgado por “narcoterrorismo”, o presidente disse que não informou os legisladores porque “o Congresso tem a tendência de vazar informações”.

A ação provocou revolta entre democratas e alguns republicanos, que argumentaram que, sem aprovação do Legislativo, a operação foi ilegal e poderia arrastar os Estados Unidos para um conflito prolongado.

“Após as ações do governo no fim de semana, que resultaram em vários feridos entre os militares americanos, o Congresso precisa deixar claro ao público americano qual é a sua posição”, disse Kaine em um discurso no plenário do Senado na terça-feira. “A guerra deve ser o último recurso e não deve ser iniciada com base na vontade de uma única pessoa”, acrescentou. Com informações de O Globo, Veja e CNN Brasil.

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