Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2026

Home em foco Trump nega amizade com Epstein e diz que milionário se juntou a autor “canalha” para prejudicá-lo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou ter amizade com Jeffrey Epstein e afirmou que o milionário se juntou ao autor Michael Wolff, a quem chamou de “canalha”, para prejudicá-lo politicamente.

Na sexta-feira (30), o Departamento de Justiça publicou mais de 3 milhões de páginas sobre investigações envolvendo a rede de abuso sexual comandada por Epstein. O milionário tirou a própria vida na prisão, em 2019, enquanto aguardava julgamento.

Em uma rede social, Trump disse na segunda-feira (2) que nunca foi à ilha onde Epstein abusava das vítimas e ameaçou processar opositores que o ligam ao caso. O presidente também fez críticas a Wolff, que aparece nos arquivos da investigação trocando e-mails com Epstein sobre Trump.

“Eu não só não era amigo de Jeffrey Epstein como, com base em informações que acabam de ser divulgadas pelo Departamento de Justiça, Epstein e um ‘autor’ mentiroso e canalha chamado Michael Wolff conspiraram para me prejudicar e/ou prejudicar minha Presidência.”

Arquivos revelados no fim do ano passado mostram um e-mail enviado por Epstein a Wolff, em janeiro de 2019. Na mensagem, o milionário diz que Trump “sabia” sobre as “garotas”.

Em outra troca de e-mails, de 2016, Wolff indica a Epstein a existência de uma oportunidade de prejudicar Trump no contexto da campanha presidencial, quando o republicano disputava a Casa Branca pela primeira vez.

Em 2024, Wolff afirmou que entrevistou Epstein para o livro “Fogo e Fúria: Por Dentro da Casa Branca de Trump”. A obra foi lançada em 2018 e reúne bastidores do primeiro governo do republicano.

Novos arquivos

Trump aparece nos arquivos da investigação sobre o caso Epstein. Apesar de o presidente dizer que não era amigo do milionário é de conhecimento público que os dois tiveram proximidade entre a década de 1990 e o início dos anos 2000.

“Jeffrey Epstein trazia as crianças e Trump as leiloava. Ele media a vulva e a vagina das crianças inserindo um dedo e classificava-as de acordo com a firmeza”, diz parte do documento que contém a denúncia contra o presidente dos EUA.

Nos arquivos divulgados na sexta, um documento cita detalhes de uma denúncia antiga contra Trump por suposto estupro de uma menor de idade. A acusação já havia se tornado pública em 2016 e foi retirada posteriormente pela denunciante.

Segundo o documento, o caso teria ocorrido em 1994, quando a vítima tinha 13 anos. A denúncia afirma que ela teria ido a Nova York para tentar a carreira de modelo e que, após ser cooptada por Epstein, participou de uma festa onde o estupro teria ocorrido.

Nas declarações, foi informado que Trump “participava regularmente do pagamento de dinheiro para obrigá-la a praticar atos sexuais com ele”, além de ter presenciado o momento em que o tio da jovem “assassinou seu filho recém-nascido”.

Trump já havia negado anteriormente as acusações.

Em documentos divulgados anteriormente, Trump já havia aparecido em registros de voos de uma aeronave de Epstein e em uma carta de aniversário que teria enviado ao milionário no início dos anos 2000, com o desenho de uma mulher nua.

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