Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026

Home Mundo Trump publica montagem em que é “presidente interino” da Venezuela

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou na noite de domingo (11) uma publicação em sua rede social em que sua página na Wikipédia (enciclopédia online e colaborativa onde qualquer usuário da internet pode escrever) aparece editada com o cargo de presidente interino da Venezuela. Trata-se, no entanto, de uma montagem.

A publicação ocorre uma semana após uma operação do Exército norte-americano em Caracas, capital da Venezuela, ter deposto o ditador Nicolás Maduro. A primeira-dama, Cília Flores, foi levada junto com Maduro para uma prisão nos EUA, onde eles serão julgados por acusações de narcoterrorismo.

Na edição, logo após sua foto aparece a linha “presidente interino da Venezuela, em exercício, janeiro 2026”. Mais abaixo, aparece a linha que define ele como atual presidente dos EUA. No entanto, a página de Trump no site da Wikipédia não contém a parte de presidente interino da Venezuela.

Após derrubar Maduro, Trump anunciou ter colocado o governo interino de Delcy Rodríguez sob sua tutela. Os EUA agora controlam o petróleo venezuelano, segundo a Casa Branca. O presidente norte-americano se reuniu com executivos da indústria petroleira na sexta-feira para discutir os próximos passos da extração de petróleo no país sul-americano.

Também no domingo, Trump republicou um post do X sugerindo que o secretário de Estado Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, deveria se tornar presidente de Cuba. Publicada em 8 de janeiro, a mensagem do X dizia: “Marco Rubio será presidente de Cuba”, em tom humorístico. Em sua rede social, a Truth Social, Trump republicou uma imagem da publicação e escreveu: “Por mim, tudo bem!”.

Rubio é filho de imigrante cubanos e nasceu em Miami, cidade do estado da Flórida, nos Estados Unidos. Neste domingo, o presidente americano também declarou que Cuba não terá mais acesso ao petróleo ou ao dinheiro da Venezuela e que o país não precisa mais da segurança cubana recebida em troca do combustível enviado para a ilha caribenha.

Ele ainda enfatizou que Cuba deve “fazer um acordo antes que seja tarde” e que a Venezuela não é mais um país refém, pois agora “tem os EUA, as forças armadas mais poderosas do mundo para protegê-la”.

Em resposta, no X, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, escreveu que “como qualquer país, Cuba tem o direito absoluto de importar combustível dos mercados dispostos a exportá-lo e que exerçam seu direito de desenvolver suas relações comerciais sem interferência ou subordinação a medidas coercitivas unilaterais impostas pelos EUA”.

Rodriguez aproveitou para negar que Cuba recebesse compensação monetária por serviços de segurança prestados a Venezuela ou qualquer outro país. Desde que os EUA capturaram Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, na madrugada do sábado (3), Trump tem feito diversas declarações a respeito dos EUA interferirem na política interna da Venezuela.

Agora, Cuba parece estar na mira do chefe do Executivo americano, pois a Venezuela supostamente fornece cerca de 30% do petróleo consumido em Cuba, o que deixa a capital Havana exposta em caso de colapso do fornecimento, na ausência de Maduro. Durante a captura de Maduro, 32 agentes cubanos que faziam a segurança do então presidente da Venezuela foram mortos.

No domingo (4), um dia após a retirada de Maduro da presidência e do país, Trump disse que Cuba “está pronta para cair”.

“Não acho que precisamos de nenhuma ação”, disse ele. “Parece que está caindo”. “Não sei se eles irão se manter, mas Cuba, agora, não tem renda”, acrescentou Trump. “Eles ganhavam sua renda da Venezuela, do petróleo venezuelano.”

A ilha, localizada a apenas 145 km de distância do sul do estado da Flórida, é sancionada economicamente pelos EUA desde os anos 1960. Desde então, recebe recursos da Venezuela, negociados a partir da aproximação de Maduro com o regime iniciado por Fidel Castro. (Com informações do portal de notícias g1)

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