Domingo, 19 de Abril de 2026

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Uma das principais feiras industriais do mundo, a Hannover Messe será realizada a partir deste domingo (19) na Alemanha com o Brasil como país parceiro e a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz.

O uso da inteligência artificial na indústria será o tema prioritário da feira, que ocorre até a próxima sexta-feira (24) e é realizada às vésperas do início da aplicação provisória do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, em 1º de maio. A data foi confirmada oficialmente pela Comissão Europeia na última quarta-feira (15).

Além da inteligência artificial, também aparecem com destaque robótica, internet das coisas e armazenagem, softwares industriais e logística de produção. O espaço do centro de convenções estará dividido em três grandes temas: automação e digitalização, energia e infraestrutura industrial e pesquisa e transferência de tecnologia.

Representantes dos setores público e privado apontam o momento como oportuno para evidenciar o Brasil na feira, a despeito do ambiente internacional de incerteza e risco. Os dirigentes dizem que a conjuntura favorece a prospecção de oportunidades de negócios para a indústria brasileira a partir do evento.

“Ser o país parceiro da feira, justamente quando avançam as negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia, tem um significado enorme. O avanço do acordo abre uma janela concreta de oportunidades” afirma Laudemir Muller, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e que lidera o projeto que reúne diferentes órgãos do governo, entidades do setor privado, empresas e outros parceiros.

“Estamos falando de um mercado de 700 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de US$ 22 trilhões, um dos maiores espaços econômicos do mundo”, completa.

Passado o longo período de negociação do acordo entre Mercosul e União Europeia, de mais de 25 anos, o momento agora é da “agenda de implementação”, de acordo com a gerente de Comércio e Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Constanza Negri: “O processo de negociação foi concluído e o contexto muda para uma agenda de implementação, para que haja um maior aproveitamento das oportunidades que o acordo traz.”

A agenda do Brasil em Hannover será ampla e extensa. No domingo (19), antes da abertura oficial da feira, setores público e privado de Brasil e Alemanha se reúnem na 51ª Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha (Comista). Na segunda-feira (20), é a vez do Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), realizado há 42 anos, promovido pela CNI em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI, na sigla em alemão).

Mais de 300 empresas brasileiras vão participar da Hannover Messe, das quais 140 como expositoras. Ao todo, serão 2.700 metros quadrados de presença brasileira, espalhada nos seis pavilhões temáticos da feira.

“A feira de Hannover é hoje uma grande vitrine de tendências tecnológicas na indústria e segue importante. Com o destaque ao Brasil este ano, podemos mostrar para o mundo o que temos de tecnologia e manufatura avançada”, diz o presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso Dias Cardoso.

De acordo com Laudemir Muller, o Brasil quer se apresentar como um país “industrial, exportador e sustentável”: “O lema ‘indústria de hoje’ traduz isso: mostrar que o Brasil não está só projetando o futuro, mas já entrega soluções reais em energia, tecnologia, manufatura e sustentabilidade para os dilemas atuais do mundo.”

Nessa estratégia, estão previstas participações em painéis, competições de inovação e experiências imersivas. Mais do que uma oportunidade de fortalecer o softpower brasileiro, segundo ele, o objetivo é transformar essa visibilidade em negócios concretos.

O Brasil já foi país parceiro da feira em 1980, primeiro ano em que a organização passou a adotar o modelo de homenagear uma nação a cada edição. A Hannover Messe foi lançada em 1947, com o nome Hannover Export Fair 1947, numa Alemanha pós-Segunda Guerra Mundial. A feira era parte de um plano para reerguer a economia e a indústria alemãs.

Quase 80 anos depois, mais uma vez o mundo vive uma época de grande incerteza e desafios. Em documento de divulgação da feira esta semana, foi citada a crescente importância do Brasil e de toda a América do Sul como “um parceiro comercial e industrial confiável para a Alemanha e a Europa”, “especialmente diante da situação geopolítica atual”. Com informações do portal Valor Econômico.

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