Domingo, 01 de Fevereiro de 2026

Home em foco União Europeia atuará em coordenação de plano para impulsionar a proteção da Amazônia

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A União Europeia (UE) apoiou um plano para impulsionar a proteção da Amazônia, comprometendo-se a coordenar as contribuições financeiras dos membros do bloco e a garantir que o dinheiro seja gasto conforme previsto em seu esquema de investimento Global Gateway.

O Team Europe, que inclui os Estados membros da UE e instituições como o Banco Europeu de Investimento, coordenará 260 milhões de euros já prometidos por Espanha, Itália, Suécia, França, Alemanha e Holanda para conter o desmatamento na Amazônia.

Além disso, a UE adicionará uma quantia não revelada para proteger a floresta da exploração madeireira no esquema de investimento Global Gateway na América Latina, onde a proteção da floresta amazônica é um dos projetos principais.

No âmbito do projeto Global Gateway, a UE se comprometeu em julho a investir 45 bilhões de euros na América Latina até 2027 e o esquema foi discutido em mais detalhes na sexta-feira (15) entre os ministros do bloco e da América Latina em Santiago de Compostela, na Espanha.

Os ministros procuram garantir que o dinheiro seja entregue e gasto como previsto, disse uma fonte com conhecimento direto das negociações, pedindo para não ser identificada.

No passado, a Comissão foi criticada por prometer grandes quantias de investimento para regiões em desenvolvimento sem nenhum mecanismo para verificar se o dinheiro foi realmente desembolsado.

Agora, a Comissão assumirá a liderança na coordenação do fluxo de dinheiro, integrando as doações individuais dos países em uma plataforma de doadores lançada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na sexta-feira, à margem da reunião dos ministros.

Mais da metade da destruição global de florestas tropicais antigas ocorreu na Amazônia e em florestas limítrofes desde 2002. As florestas tropicais, em especial a Amazônia, absorvem grandes quantidades de dióxido de carbono e são fundamentais para moldar o clima da Terra, o que as torna vitais para evitar as mudanças climáticas.

Discurso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesse sábado (16), na Cúpula do G77, em Havana (Cuba), e voltou a cobrar que países ricos “paguem a dívida histórica” com as questões climáticas, pedindo que apoiem países em desenvolvimento em matéria de preservação ambiental.

O G77 reúne 134 nações em desenvolvimento que fazem parte do sistema da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para Lula, “o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas, permanece válido”: “É por isso que o financiamento climático tem de ser assegurado a todos os países em desenvolvimento segundo suas necessidades e prioridades”.

“Temos que aproveitar o patrimônio genético da nossa biodiversidade com repartição justa dos benefícios resguardando a propriedade intelectual sobre nossos recursos e conhecimentos tradicionais”, afirmou.

“Vamos promover a industrialização sustentável, investir em energias renováveis na bioeconomia e na agricultura de baixo carbono. Faremos isso sem esquecer que não temos a mesma dívida histórica dos países ricos pelo aquecimento global”, acrescentou Lula.

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