Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 16 de outubro de 2026
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu aos líderes da União Europeia que forneçam um financiamento adicional de 70 bilhões de euros – o equivalente a R$ 400 bilhões – para a Ucrânia no próximo ano, para ajudar o país a continuar lutando contra a Rússia, nesta sexta-feira (16).
Em discurso na cúpula do bloco em Bruxelas, após a UE reafirmar seu apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia, Zelensky fez o apelo, que classificou como um “valor realista”:
“A guerra custará 155 bilhões de euros no próximo ano. E precisamos de pelo menos mais 70 bilhões de euros de vocês — para defesa, armamento e para nossa resiliência. Este é um valor realista. E peço que encontrem esse apoio”.
Os líderes europeus expressaram seu apoio a Kiev ao comentar o momento de grande tensão entre Zelensky e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e diante da preocupação de que Washington se aproxime cada vez mais das posições da Rússia.
As relações entre Ucrânia e Estados Unidos ficaram ainda mais tensas desde a semana passada, quando Trump flexibilizou as sanções contra a Rússia em troca do fornecimento, por parte de Moscou, de grandes quantidades de diesel aos mercados mundiais e ao mercado americano.
Zelensky chamou o acordo de “indigno” e afirmou que servirá apenas para encorajar a Rússia a prosseguir com a guerra contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
Vários aliados europeus de Kiev também criticaram o acordo, que pretende aliviar os preços dos combustíveis nos Estados Unidos a poucas semanas das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.
A situação se agravou depois que Zelensky ordenou a retomada dos ataques ucranianos contra refinarias russas, ignorando as exigências de Washington.
A crise tem outro ponto de tensão: as interrupções de um sistema de satélites fornecido pelos Estados Unidos, que dificultaram a capacidade de resposta das Forças Armadas ucranianas aos bombardeios russos.
“Não é o momento de retirar nosso apoio à Ucrânia. Não é o momento de aliviar as sanções contra a Rússia”, declarou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ao receber Zelensky em Bruxelas para uma reunião de cúpula da União Europeia.
O mandatário ucraniano agradeceu o apoio daqueles que chamou de “verdadeiros líderes” europeus e afirmou que não há sinais de que Moscou esteja disposto “a acabar com esta guerra”.
Por sua vez, o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, advertiu que “a situação na Ucrânia é atualmente muito grave”, devido aos vários ataques russos e ao agravamento da relação com os Estados Unidos.
“É fundamental que hoje, como Europa, demonstremos nosso apoio incondicional à Ucrânia e examinemos que medidas adicionais podemos adotar”, afirmou. (Com informações do portal G1)