Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026

Home Variedades Viradouro é campeã do carnaval do Rio de Janeiro com exaltação ao Mestre Ciça

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A Unidos do Viradouro é a campeã do carnaval 2026 no Rio de Janeiro. A Vermelha e Branca de Niterói chegou ao seu 4º título com o enredo “Pra cima, Ciça!”, em que exaltou, em vida, Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, de 69 anos, comandante da bateria.

O desfile, o 3º de segunda-feira (16), foi cheio de surpresas, emocionando o público e sobretudo os componentes – muitos ritmistas cruzaram a Avenida às lágrimas.

A Viradouro gabaritou todos os 9 quesitos e fechou a apuração com 270 pontos nas notas válidas – a escola levou um 9,9 em Fantasias e um 9,9 em Samba-enredo, ambos descartados.

A Beija-Flor de Nilópolis ficou com o vice, com 269,9 pontos, a 0,1 ponto da Viradouro. A Vila Isabel também somou 269,9 pontos, mas terminou em 3º no critério de desempate, o quesito Harmonia. Também voltam no Sábado das Campeãs (21) o Salgueiro (4ª, com 269,7), a Imperatriz (5ª, com 269,4) e a Mangueira (6ª, com 269,2). Última colocada, a Acadêmicos de Niterói (264,6) foi rebaixada para a Série Ouro.

O Barreto voltou ao lugar mais alto do pódio apenas 2 anos depois do último triunfo, em 2024, em que falou sobre uma serpente mística.

Como a Viradouro passou

O inesperado veio já na comissão de frente, quando o próprio Ciça surgiu na encenação, em uma operação “de guerra”.

A abertura contou a história de como o pequeno Moacyr – vivido pelo menino Vitor Gabriel – entrou para o samba. O ato começa com o garoto rodeado por malandros e recebendo a visita de um leão, representando a Estácio de Sá, 1ª agremiação por onde passou.

No meio dessa apresentação, por trás do tripé, uma dupla veio caminhando lentamente e, sem chamar a atenção, se misturou ao corpo de baile. Por trás da roupa igual às dos dançarinos estava Ciça.

O mestre, então, tirou o paletó e se revelou para os holofotes. Ao lado de sua versão mirim, riscou a pista, lembrando seus tempos de passista.

O mestre, na sequência, subiu o tripé da comissão de frente, um grande apito estilizado que se transformou nos arcos da Apoteose. Encerrando a encenação, um elevador levantou Ciça para o alto da estrutura.

Quando a comissão de frente chegou ao fim da pista, uma equipe aguardava o homenageado com uma cadeira de rodas. Ele simulou ter passado mal de emoção, mas era parte do plano.

Rapidamente, o mestre foi levado para fora do Sambódromo, onde uma moto com “batedores” estava a postos. O veterano subiu na garupa, e o comboio acelerou rumo à concentração.

E teve mais

Enquanto Ciça voltava para o início da Sapucaí, o desfile prosseguia com homenagens. Uma alegoria reuniu integrantes de outras escolas, incluindo vários mestres de bateria do Grupo Especial e da Série Ouro e o casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha – que haviam acabado de sair pela Beija-Flor. Outro destaque foi o carnavalesco Paulo Barros, que cruzou a Sapucaí aos prantos.

O desfile também contou com o retorno da atriz Juliana Paes como rainha de bateria, após 18 anos de sua última participação, conduzindo os ritmistas da Vermelha e Branca.

A outra surpresa foi uma referência ao desfile de 2007, quando a bateria subiu em um carro alegórico. Liderados por Ciça e Juliana, os ritmistas recriaram a imagem histórica.

 

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