Sábado, 23 de Maio de 2026

Home em foco Vírus da varíola dos macacos sobrevive em superfícies por ao menos 30 dias, revela governo americano

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Relatório publicado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) descobriu que diversos itens em uma casa nos Estados Unidos, onde reside duas pessoas infectadas com a varíola dos macacos estavam carregados de vírus positivo da doença, mesmo após uma limpeza extensiva. Entretanto, os especialistas ainda não sabem se uma segunda pessoa pode ser infectada com o toque nesse objeto.

Para o estudo foram colhidos 30 itens da casa em nove áreas diferentes entre objetos “porosos”, ou seja, superfícies semelhantes a tecidos que podem absorver líquidos, como roupas e móveis, e superfícies “não porosas”, como alças e interruptores. Nenhuma delas foi positiva para uma cultura do vírus — o que significa que outra pessoa que tocasse no objeto não seria infectada.

“O DNA do vírus da varíola foi detectado em muitos objetos e superfícies amostradas, indicando que algum nível de contaminação ocorreu no ambiente doméstico”, escreveram os investigadores no relatório.

Os dois pacientes testados, cujo relatório os apelidou de A e B, moram em uma casa com outras pessoas. Entretanto, nenhuma delas testou positivo para a varíola dos macacos. Os dois pacientes tiveram “lesões relativamente pequenas e sintomas leves” apresentando sinais da doença de 22 a 30 dias.

Os membros da casa relataram que limparam e desinfetaram partes da casa onde as pessoas infectadas passavam o tempo, o que, segundo os especialistas, também pode ser motivo pelo qual o vírus ativo não tenha sido encontrado.

“Suas práticas de limpeza e desinfecção durante esse período podem ter limitado o nível de contaminação dentro da casa”, afirmam.

Embora não saibam se o vírus pode contaminar outras pessoas por meio de superfícies, o vírus nos Estados Unidos cresce a cada dia. Até sexta-feira, 20, foram contabilizados 14.115 casos confirmados da doença — o maior número em relação a qualquer nação do mundo.

No Brasil já foram confirmados mais de 3 mil casos da doença.

Vacina contra Monkeypox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliará a primeira vacina contra a varíola dos macacos (ou monkeypox) no Brasil. A análise atende a pedido feito pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (23) para importar e aplicar o imunizante produzido pela Bavarian Nordic, da Dinamarca. A decisão deve sair em até uma semana.

A solicitação segue a resolução aprovada na última semana em que a Anvisa agilizou o processo para conceder a dispensa de registro a vacinas e a medicamentos, isto é, a entrada e o uso do produto no Brasil. As regras têm caráter excepcional e temporário e valem apenas para a pasta. O ministério possui previsão legal para dispensa de registro, o que não se estende a laboratórios.

Um dos critérios a ser analisado é o aval dado por pelo menos uma entidade equivalente à Anvisa, como o Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), ou até mesmo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Também vale a aprovação de órgãos sanitários do Reino Unido, do Japão e do Canadá.

Nesse sentido, informações como “fabricante, concentração, forma farmacêutica, indicações, contraindicações, posologia, população alvo, via de administração e modo de uso” precisarão ser as mesmas que as chanceladas pelas agências internacionais. Cabe à Comissão Técnica da Emergência Monkeypox da Anvisa avaliar o processo, que será decidido pelos cinco diretores em reunião.

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