Sexta-feira, 02 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 2 de janeiro de 2026

História, cultura e curiosidades de um refúgio no extremo sul de Porto Alegre
No extremo sul de Porto Alegre, às margens do Guaíba, está a Praia do Lami — um espaço que guarda memórias de pescadores, tradições comunitárias e uma relação única com a natureza. Mais do que uma praia, o Lami é um território de pertencimento, resistência cultural e preservação ambiental, que merece ser redescoberto por quem busca lazer e história na capital gaúcha.
Origens e memória
Antes de ser reconhecido oficialmente como bairro em 1991, o Lami já era um reduto de famílias de pescadores que viviam em contato direto com o rio. O isolamento geográfico manteve viva uma cultura simples e solidária, marcada por festas comunitárias e feiras locais.
A transformação começou nos anos 1970, quando a abertura da estrada ligando Belém Novo ao Lami facilitou o acesso e trouxe visitantes em busca de banho de rio. Nesse mesmo período, foi criada a Reserva Biológica José Lutzenberger, marco ambiental que consolidou a região como espaço de preservação e educação ecológica.
A praia e sua extensão
A Praia do Lami possui cerca de 1,5 km de faixa de areia, margeada por vegetação nativa e águas próprias para banho. É uma das poucas praias urbanas de água doce de Porto Alegre, atraindo famílias e turistas em busca de tranquilidade.
O bairro ocupa 28,2 km² e abriga aproximadamente 3.500 moradores, que convivem entre a vida rural, a pesca artesanal e o turismo comunitário.
Curiosidades que encantam
Personagens e identidade
O Lami também é marcado por figuras que ajudaram a construir sua história. O ambientalista José Lutzenberger, patrono da reserva biológica, foi um dos grandes defensores da região e símbolo da luta pela sustentabilidade.
Além dele, lideranças comunitárias e artistas locais mantêm viva a tradição cultural, transformando o bairro em espaço de resistência e memória. (Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)