Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2022

Home em foco “Vou pedir reparação civil por expor uma criança”, diz senador Contarato sobre autor de postagem ofensiva a seu filho

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Alvo de ofensas em publicação que expôs seu filho nas redes, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) afirmou, em entrevista, que qualquer conversa com o autor do post se dará somente no campo judicial. Após acionar a Polícia Federal, que indiciou esta semana o homem identificado como Giovani Loureiro, o parlamentar buscará também uma reparação civil. As medidas, segundo ele, têm intuito “pedagógico”.

A publicação trazia uma foto do senador com o filho Gabriel, de 7 anos, em uma praia de Vila Velha (ES) e chamava Contarato de “infeliz” e “sem vergonha”. Alegava ainda que o parlamentar estava com a criança para fazer “marketing”. Com a repercussão negativa, o autor se disse arrependido. E esboçou um contato para se desculpar.

“Ele ligou para o escritório no Espírito Santo, falou que ia retornar mais tarde, mas não ligou. Também não quero receber, porque essa conversa tem que ser feita no campo judicial”, afirmou Contarato, que pretende buscar acompanhamento psicológico para o pequeno Gabriel.

O senador, que é gay assumido, já havia sido atacado nas redes em post homofóbico pelo empresário Otávio Fakhouri, que depôs na CPI da pandemia. O episódio motivou um discurso emocionado do parlamentar durante a comissão. Contarato decidiu se pronunciar apenas minutos antes do início do depoimento. Ele defende a regulação das redes se houver um mecanismo que “tenha como objetivo rastrear a origem” de uma ofensa.

Leia trechos da entrevista:

1) Como foi esse dia do ataque e de que forma o senhor lidou com isso ao tomar conhecimento da postagem?

Tinha acabado de voltar de viagem a Glasgow (onde ocorreu a COP26), e meu filho me pediu para levá-lo até a praia para fazer um castelinho de areia. Fiquei nem 40 minutos. Esse rapaz estava na praia, e eu não sabia. Ele não foi até mim e falou algo. Foi tudo tranquilo. Quando cheguei em casa, vi a postagem e me senti ofendido. Quando a ofensa é comigo, já sei lidar com ela. Por mais que a gente fique decepcionado com o ser humano, foi um momento muito delicado. Uma intolerância, um ódio. Por isso tomo providência. Acionei a Polícia Federal para fazer indiciamento da pessoa. A forma como ele se referiu ao meu filho, para mim, foi muito dolorosa. Ele enfatiza que eu estava levando meu filho adotivo e para fazer marketing. Por que isso? Me deixa muito angustiado e triste porque está atacando uma criança indefesa. Por mais que ele não goste de mim ou não concorde com meu posicionamento político, essa divergência é saudável no campo da democracia, num espaço onde haja respeito. Quando começa a ofender e expor crianças, é um ato criminal.

2) Além de acionar a PF, que medidas o senhor tomou ou pretende tomar? Mudou sua rotina?

Lidar com isso é complicado, mas não posso me furtar de um momento de folga e lazer com meus filhos, privá-los disso. Tenho buscado a responsabilidade criminal. Fui à PF, foi tomado meu depoimento, ele foi interrogado, indiciado e já mandou para o Ministério Público. Eu vou tambem acioná-lo com reparação civil por ter exposto uma criança e me ofendido. Essas condenações que busco têm mais o intuito pedagógico, para que as pessoas entendam que elas têm responsabilidade no que vão fazer através dos veículos de comunicação, das redes socias.

3) Após a repercussão, o autor do post se disse arrependido. Ele procurou o senhor?

Ele ligou para o escritório no Espírito Santo, falou que ia ligar mais tarde, mas não ligou. Eu também não quero receber, porque essa conversa tem que ser feita no campo judicial. Qualquer conversa com ele, no aspecto criminal, será junto ao MPF. E, no aspecto civil, junto à vara civil específica. A pessoa sempre vem depois com o mesmo discurso, mas o estrago já foi feito. Esse é o comportamento típico de um covarde. As pessoas por trás de uma rede social fazem e depois quando veem a repercussão do fato e as consequências têm sempre com a mesma justificativa. É um pedido de desculpas totalmente em vão. Se não vem revestido de um comportamento que em nada muda o comportamento dela, de nada vale. E não exclui o ato que ele praticou comigo e com meu filho.

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