Quinta-feira, 18 de Julho de 2024

Home em foco Xingamentos, acusações e gritos em uma reunião do partido Cidadania

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Uma reunião do partido Cidadania no último sábado (19) foi marcada por momentos de bate-boca e discussão aos gritos entre membros da sigla, que é comandada por Roberto Freire há 31 anos.

Ao fim da reunião, realizada de forma virtual, foi aprovada uma resolução de parte dos integrantes da sigla, para convocar o diretório nacional do Cidadania e reestruturar a executiva nacional do partido através de eleições. A proposta venceu por 13 votos a 11.

Roberto Freire, presidente da sigla, chegou a dizer para Regis Cavalcante que ele pedisse sua destituição do cargo naquele momento e também mandou que ele calasse a boca e parasse de tentar conduzir a reunião.

Freire defendeu que as eleições sobre para reestruturar a executiva nacional deveriam contar com todos os membros do partido e não apenas o diretório. Ele acusa parte dos integrantes da sigla de quererem derrubá-lo para apoiar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Para resolver [a crise] o partido tem que ser todo chamado, e não apenas uma facção que tomou conta do partido e que acha que manda no partido. Quer mandar até no que eu penso, porque a grande reclamação não é de que o partido não cumpre o que decide, é porque eu tenho uma posição divergente de alguns que viraram lulo-petistas e que são adesistas e que eu não posso continuar sendo um crítico do governo”, disse Freire em dado momento da reunião.

O ex-deputado Daniel Coelho saiu em defesa do presidente Roberto Freire e começou a discutir com o também ex-deputado Regis Cavalcante. “Picareta e cínico”, disse Coelho. Ao que Cavalcante respondeu: “Picareta é você, seu cachorro”. E ambos passaram a trocar ofensas como “vagabundo” e “m**da”.

“Vocês estão querendo dar um golpe em Roberto”, acusou Coelho.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, o presidente do Cidadania disse que o “episódio totalmente estranho à história do partido, é a demonstração cabal de que a superação do impasse a que chegamos só se dará a partir de um Congresso Extraordinário, com a radicalização do processo democrático no Cidadania. Chamando todos os militantes a renovar o corpo dirigente e decidir os rumos do partido”.

“A questão não é apoiar ou não o governo Lula, mas aderir de forma acrítica a valores que não são os nossos em nome de verbas e cargos. Nada disso condiz com nossa história como PCB, PPS e Cidadania. Nunca optamos pelo caminho mais fácil”, acrescentou Freire.

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