Domingo, 03 de Julho de 2022

Home Cláudio Humberto 2021; ano do retorno à vida e da morte da nuance

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Este ano ficará marcado na História pelo início da superação mundial da pandemia da Covid, através do trabalho incansável dos profissionais da saúde e – especialmente – por meio da vacinação em massa de quase toda a raça humana. O ano se encerra com uma boa notícia: o número de óbitos é apenas uma fração do que já foi, apesar de o vírus continuar sua disseminação com a nova variante. E a tendência é de queda no número de vítimas, que têm espaço garantido na memória de 2021. No entanto, o ano que acaba hoje será lembrado também pela morte da nuance nas manchetes, discussões e até na mesa do bar. Opiniões de cidadãos e parlamentares foram punidas com operações policiais, decisões de censura de altos órgãos da Justiça e até com a perda de mandato eletivo. Tudo preto e branco. Cinza nem pensar.

Troféu É Inegável
A vacina foi fundamental para combater o coronavírus. No Brasil, foram aplicadas em média quase 1 milhão de doses/dia. Após a vacinação, a média de óbitos caiu ao menor nível desde o início da pandemia.

Inimigo no Espelho do Ano
Jair Bolsonaro leva o caneco por tornar-se seu pior inimigo. Constantes questionamentos sobre a vacina sabotam o sucesso do esforço do Plano de Imunização, que controlou a pandemia e permitiu a retomada.

Sensacionalismo de Latão
Repetido à exaustão nas manchetes, o maior alarmista do ano foi o Instituto Para Métricas de Saúde e Avaliação, que previu pelo menos 779 mil mortes de brasileiros por covid até setembro. Ou até 970 mil. Na melhor das hipóteses, errou por 180 mil. E não virou fake news.

O Bom se Esconde 2021
O vício por notícias ruins enterrou resultados importantes para o Brasil: o PIB deve crescer 4,5%, o superávit público é de R$65 bilhões e o número de empregos formais criados é o maior da História: 3 milhões.

Prêmio Triste Precedente
Deputado estadual mais votado do Paraná, Fernando Francischini teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral por duvidar da urna eletrônica num vídeo de rede social, durante a campanha de 2018.

Mão na Massa
Troféu é dividido pelos ministros Fábio Faria (Comunicações) e Tarcísio Freitas (Infraestrutura) pelos avanços de leilões de portos, aeroportos, ferrovias e o 5G, que farão o Brasil dar salto comercial e tecnológico.

Troféu Perder é Comigo
Esse é de Ciro Gomes e, como Marina Silva ainda não deu as caras, ninguém tasca. O pré-candidato do PDT, historicamente, é como estalinhos de São João: faz barulho, mas não machuca.

A Verdade é Minha
O instituto Butantan foi às redes sociais em 12 de abril de 2021 para alertar: a 3ª dose da vacina “não será necessária”. E pior, afirmar essa necessidade “é disseminar Fake News”, garantiu. Tudo mudou e nem teve pedido de desculpas. Verdade virou arte de alto-conceito.

Vira Casaca 2021
Em relação à origem da Covid, 2021 testemunhou praticamente toda a imprensa e redes sociais mudarem de ideia sobre o que é fake. Sugerir que o vírus poderia ter escapado do laboratório de Wuhan era quase um crime em 2020. Em 2021, a dúvida ficou autorizada. A ver em 2022.

Rachadinha de Ouro
Após as acusações de tirar R$2 milhões dos salários de seis ex-assessoras no seu gabinete no Senado, Davi Alcolumbre tomou do filho do presidente senador Flávio Bolsonaro o Rachadinha 2021.

Tempo é Vida
O governo e todos os servidores envolvidos na extinção da papelada e na digitalização de quase quatro mil serviços para o cidadão, com mais de 112 milhões de cadastrados no portal gov.br, levam o prêmio.

Prêmio Porta na Cara
A maior perda de tempo do ano foi a CPI da Pandemia, que, como outras comissões de inquérito, virou um circo de holofotes, mas inaugurou modalidade diferente de desperdício: levar porta na cara na Corte de Haia, que julga genocídio de verdade e não faz lacração.

Esporte é Orgulho
O troféu do ano vai para os atletas olímpicos brasileiros, cuja campanha na Olimpíada de Tóquio marcou a melhor performance da História do Brasil em uma edição dos Jogos Olímpicos.

Feliz 2022!
Toda a equipe da Coluna Cláudio Humberto e do site Diário do Poder desejam aos leitores um feliz Ano Novo, cheio de esperança e boas notícias!

PODER SEM PUDOR
Sentença de morte
Papel em branco aceita tudo. Em Vajota (CE), o candidato a prefeito Gentil Pires (PSB) convenceu um adversário a ser seu vice prometendo renunciar em dois anos. E entregou a ele um papel em branco com sua assinatura. Eleito, Gentil não cumpriu o trato. E a vingança foi cruel: a Câmara Municipal recebeu uma carta-renúncia, onde ele confessava bater na mulher, beber muito e não se sentir “em condições morais” para o cargo. Destituído, ele reconheceu a sua assinatura, mas não a carta. Moral da história: assinar em branco é a sentença de morte amanhã.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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