Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 9 de setembro de 2026
A opinião de líderes religiosos tem pouca influência na decisão de voto para presidente para a maioria dos eleitores, segundo levantamento da Quaest. De acordo com a pesquisa, 79% dos entrevistados afirmaram que a posição de representantes religiosos não interfere na escolha do candidato. Outros 10% disseram que essa influência é grande, enquanto 8% consideram que ela ocorre em menor grau. Entre os entrevistados, 2% declararam não ter uma liderança religiosa, e 1% não soube ou não respondeu à pergunta.
Os resultados também apresentam diferenças entre católicos e evangélicos, embora a maioria dos dois grupos diga não considerar a orientação de seus líderes religiosos como determinante para a escolha eleitoral. Entre os católicos, 81% afirmaram que a opinião de líderes religiosos não exerce influência sobre seu voto, enquanto 9% disseram que existe algum grau de influência. Entre os evangélicos, 79% responderam que não seguem a posição de seu líder religioso ao definir o voto, enquanto 13% afirmaram que essa orientação exerce influência.
A percepção de que líderes religiosos têm pouca ou nenhuma interferência na decisão eleitoral também aparece entre diferentes grupos políticos. Entre os eleitores independentes, 80% disseram que a opinião dessas lideranças não influencia sua escolha. O percentual foi de 77% entre os lulistas e de 74% entre os bolsonaristas. No grupo que considera a opinião de uma liderança religiosa muito influente, os índices foram de 9% entre os independentes e de 13% tanto entre lulistas quanto entre bolsonaristas.
Na análise regional, o Centro-Oeste/Norte apresentou o menor percentual de entrevistados que disseram não sofrer influência de líderes religiosos, com 75%. O Sul registrou o maior índice, com 80%. Já entre os eleitores que reconhecem algum grau de influência dessas lideranças, Nordeste e Centro-Oeste/Norte apresentaram os maiores percentuais, ambos com 13%.
Os dados também variam de acordo com o gênero. Entre as mulheres, 81% afirmaram que a opinião de líderes religiosos não influencia sua escolha para presidente, enquanto 8% disseram que existe algum grau de influência. Entre os homens, 77% responderam que não há influência, enquanto 11% afirmaram que a opinião dos líderes religiosos influencia muito a decisão de voto.
A escolaridade é outro fator que apresenta diferença nos resultados. Entre os eleitores com ensino fundamental, 79% disseram que a opinião de líderes religiosos não interfere na escolha do candidato. O percentual sobe para 86% entre aqueles que possuem ensino superior. Em relação à influência considerada alta, o índice foi de 11% entre os entrevistados com ensino médio e de 10% entre aqueles com ensino fundamental.
A renda também apresenta variações. Entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, 75% afirmaram que a opinião de líderes religiosos não influencia sua decisão de voto. O percentual chega a 83% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos. No mesmo recorte, 12% dos eleitores de menor renda reconheceram algum grau de influência, enquanto entre os de maior renda o índice foi de 7%.
De modo geral, os resultados indicam que a maioria dos eleitores, independentemente de religião, posicionamento político, região, gênero, escolaridade ou faixa de renda, declara não considerar a opinião de líderes religiosos um fator determinante para a escolha do candidato à Presidência da República. (Com informações do portal de notícias g1)