Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

Home Copa do Mundo 2026 A Copa das grandes distâncias: Mundial terá sedes a 4.500 km de distância uma da outra

Compartilhe esta notícia:

A Copa do Mundo de 2026 entrará para a história não apenas por reunir um número recorde de seleções e partidas, mas também pelas enormes distâncias que separarão suas cidades-sede. Pela primeira vez, o torneio será disputado simultaneamente em três países — Estados Unidos, Canadá e México — e terá a maior dispersão geográfica já registrada em uma edição do Mundial.

A competição começa nesta quinta-feira (11) e contará com jogos distribuídos por 16 cidades. Entre elas, as mais distantes são Vancouver, na costa oeste canadense, e Miami, no extremo sudeste dos Estados Unidos. Em linha reta, as duas cidades estão separadas por aproximadamente 4.500 quilômetros, uma distância superior à que separa muitas capitais sul-americanas.

Para efeito de comparação, Manaus está mais próxima de Miami do que Vancouver. A dimensão continental da Copa de 2026 representa um desafio logístico sem precedentes para seleções, torcedores, equipes de apoio e organizadores.

As longas viagens serão especialmente sentidas durante a fase de grupos, quando as equipes precisarão se deslocar entre diferentes cidades em um curto intervalo de tempo. Dependendo da combinação de sedes, algumas seleções terão de percorrer milhares de quilômetros antes mesmo do início da fase eliminatória.

Entre os participantes, a Bósnia e Herzegovina será a equipe que mais viajará na primeira fase. O percurso entre suas três partidas iniciais ultrapassará os 5 mil quilômetros. O Brasil também enfrentará deslocamentos consideráveis. A seleção brasileira percorrerá cerca de 1.760 quilômetros durante a fase de grupos, distância superior à prevista para outras favoritas ao título.

França e Argentina, por exemplo, terão trajetos mais modestos e devem viajar menos de 800 quilômetros em seus compromissos iniciais. No outro extremo da lista aparece o Egito, que terá a logística mais confortável entre as seleções classificadas, com aproximadamente 380 quilômetros de deslocamento na primeira fase.

O cenário contrasta fortemente com o da Copa do Mundo de 2022, disputada no Catar. Naquele torneio, todas as sedes estavam localizadas em uma área relativamente pequena. A distância entre os estádios mais afastados era inferior a 70 quilômetros, permitindo que algumas seleções permanecessem hospedadas no mesmo local durante toda a competição.

O recorde anterior de dispersão geográfica pertencia justamente à Copa de 1994, também realizada nos Estados Unidos. Ainda assim, as distâncias daquela edição foram superadas pelo modelo adotado para 2026.

O Brasil aparece duas vezes entre os Mundiais com maiores distâncias entre cidades-sede. Na Copa de 2014, disputada em território nacional, Fortaleza e Porto Alegre estavam separadas por cerca de 3.200 quilômetros. Já na edição de 1950, a distância entre Recife e Porto Alegre era de aproximadamente 3 mil quilômetros.

Além dos desafios esportivos, a logística também preocupa torcedores que pretendem acompanhar mais de uma partida presencialmente. Os custos com transporte aéreo, hospedagem e deslocamentos internos tendem a ser mais elevados do que em edições anteriores, exigindo um planejamento mais detalhado.

Se dentro de campo a Copa de 2026 promete ser a maior da história, fora dele o torneio também ficará marcado pelas dimensões continentais. Nunca uma edição do Mundial exigiu viagens tão longas entre suas sedes, transformando a logística em um dos principais personagens da competição.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Copa do Mundo 2026

Formação Lixo Zero em Cruz Alta
A Copa das grandes distâncias: Mundial terá sedes a 4.500 km de distância uma da outra
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Conexão Pampa