Quarta-feira, 29 de Junho de 2022

Home Saúde Agências internacionais confirmam importância de dose de reforço contra a ômicron

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Agências reguladoras publicaram nesta sexta-feira (21) um relatório que aponta que as vacinas disponíveis protegem menos contra a ômicron em comparação com as variantes anteriores, mas que ainda assim oferecem uma “proteção considerável contra hospitalização e Covid grave”, especialmente após uma dose de reforço.

Entre as agências que assinam o relatório, estão a FDA (Food and Drug Administration), dos Estados Unidos, e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA). O documento é resultado de uma reunião que ocorreu em 12 de janeiro entre os membros da Coalizão Internacional de Autoridades Reguladoras de Medicamentos (ICMRA) — a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) faz parte do Comitê Executivo.

“Ao analisar possíveis abordagens de vacinação contra a ômicron e outras variantes do vírus, os participantes da reunião concordaram que a aplicação de múltiplas doses de reforço em intervalos curtos não é sustentável a longo prazo”, aponta o texto.

“É necessário desenvolver uma estratégia sobre os tipos de vacinas necessários para gerenciar a Covid-19 no futuro”, complementa o documento, que alerta para a necessidade de uma discussão sobre como manter a vacinação contra a Covid-19 nos próximos anos.

Além disso, a revista britânica “Nature” também publicou um estudo na quinta-feira (20) que demonstra a importância de uma dose de reforço da Pfizer depois de duas doses da CoronaVac ou da própria vacina da farmacêutica americana.

Os autores concluíram que duas doses da Pfizer ou da CoronaVac oferecem pouca imunidade com anticorpos neutralizantes contra a ômicron, mesmo um mês após a dose completa do esquema. Com uma dose extra da Pfizer, de acordo com a pesquisa, a proteção passa a ser mais de 50%.

Outros estudos

Divulgado em dezembro de 2021, um estudo realizado pela Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido mostrou que o uso da vacina da Pfizer como dose de reforço gerou proteção de 70% a 75% contra a nova variante ômicron.

“Estas estimativas iniciais deveriam ser tratadas com cautela, mas indicam que, alguns meses após a segunda dose da vacina, existe um risco maior de contrair a variante ômicron em comparação com a linhagem delta”, disse Mary Ramsay, chefe de imunização da Agência.

“Os dados levam a crer que este risco é consideravelmente reduzido após uma vacina de reforço, então peço a todos que recebam seu reforço quando estiverem habilitados”, acrescentou.

Já uma outra pesquisa, divulgada no final de dezembro, mostrou que o esquema de três doses da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca também é eficaz contra a ômicron. O estudo mostrou que após o reforço os níveis de neutralização foram semelhantes aos registrados contra a variante delta após duas doses.

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