Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2022

Home Ciência Alexa vai para a Lua em missão da Nasa; entenda

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Uma tecnologia presente nos filmes de ficção científica desde 1968, quando o robô HAL conversou com os astronautas de “2001: Uma Odisseia no Espaço” (filme de Stanley Kubrick), pode se tornar realidade no próximo voo de testes não tripulado da espaçonave Orion. Programada para lançamento em março ou abril de 2022, a missão Artemis I levará a bordo uma assistente de voz virtual para ser testada para uso por astronautas em futuras missões.

Chamada de Callisto, não por acaso a melhor companheira da deusa grega Ártemis, a nova tecnologia é o resultado de uma parceria colaborativa entre a empresa aeroespacial Lockheed Martin, a Amazon e a fabricante de equipamentos Cisco. Trata-se de um hardware para uso no espaço que permite à Alexa funcionar sem uma conexão com a internet, e que a plataforma de videoconferência Webex funcione fora da Terra.

A missão Artemis I é um teste crítico para uma série de voos planejados para o Programa Artemis da Nasa (a agência espacial norte-americana), que pretende levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra até a superfície da Lua. Entre vários sistemas avaliados, o voo em si será o primeiro do foguete de próxima geração SLS (Sistema de Lançamento Espacial), fabricado pela Boeing. Na missão de testes, o foguete lançará a cápsula Orion, desenvolvida pela Lockheed Martin, ao redor da Lua.

Como os sistemas de áudio e vídeo funcionarão sem tripulantes?

Como a Artemis I é uma missão sem tripulantes, levando a bordo apenas um manequim, os participantes da Callisto montaram uma tripulação virtual no Johnson Space Center da Nasa em Houston, nos Estados Unidos. Dessa forma, as pessoas estarão fisicamente no Centro de Controle da Missão, mas farão interações remotas como se estivessem no interior da nave.

Além de demonstrar o funcionamento das tecnologias de voz e vídeo, cujos resultados serão compartilhados on line com o público, os “astronautas em terra” usarão a assistente virtual para fornecer dados da missão, como acesso ao status de voo e telemetria, além de acionar por voz dispositivos conectados a bordo da Orion. Os testes irão permitir que os engenheiros da missão avaliem o desempenho dos sistemas e façam um verdadeiro show ao vivo.

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