Terça-feira, 16 de Abril de 2024

Home em foco Aliados do presidente da Câmara dos Deputados reclamam de interlocutores de Lula com o Congresso

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Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), têm criticado os nomes escolhidos pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para fazer a interlocução com o Congresso. As dificuldades vêm sendo apontadas como potencial obstáculo para que Lula consiga formar uma base consistente no Poder Legislativo.

Cotado para a liderança do governo na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE) é um dos principais alvos de críticas do entorno de Lira. Uma das reclamações recorrentes é que os “homens de Lula no Congresso” não souberam costurar um texto com deputados e senadores em conjunto.

Reservadamente, Lira tem observado que Lula ainda não conta com uma base capaz de entregar os 308 votos necessários para a aprovação de uma emenda constitucional. Segundo o jornal Valor, o deputado do PP, até por saber que Lula tem consciência de que ainda não tem uma base consistente, considera importante ser um ator a linha de frente do eventual avanço do projeto.

Fontes próximas do presidente da Casa destacaram que ele acredita que o fato de o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), não ter conseguido garantir uma “derrota menos amarga” na Corte pode colocar em risco suas pretensões de ser reconduzido à principal cadeira da Mesa Diretora do Senado.

Aumento de salário

Num dos últimos dias de trabalho legislativo no ano, o Congresso aprovou nessa terça-feira (20) um projeto que reajusta o salário de deputados, senadores, do presidente e vice-presidente da República, assim como e dos ministros de Estado. Os aumentos serão divididos em quatro anos. O reajuste total varia de 37,32% a 50%.

A proposta foi aprovada a toque de caixa. Passou pela Câmara e pelo Senado no mesmo dia, e agora vai à sanção do presidente da República.

Pelo texto do decreto legislativo, todos os salários vão se equiparar ao vencimentos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que devem ser elevados também – por meio de outro projeto – a R$ 46,3 mil. Pelas propostas apresentadas, o salário de ministros do STF passará de R$ 39,2 para R$ 46,3 mil, escalonado até 2024.

Atualmente, o presidente da República recebe R$ 30,9 mil mensais, e senadores e deputados, R$ 33,7 mil. O projeto aprovado da Câmara aumenta estes pagamentos para os mesmos R$ 46,3 mil, mas escalonados até 2026.

Assim, parlamentares receberão mais de 37% a mais no fim do período e o presidente e seus ministros, quase 50%

O argumento dos parlamentares é de que os salários, auxílio-moradia e cota estão congelados desde 2015, há oito anos. A votação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal dos votos.

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