Domingo, 26 de Maio de 2024

Home Economia Aloizio Mercadante chegou à presidência do BNDES após brecar a indicação de preferido de Fernando Haddad para o cargo

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Aloizio Mercadante chegou à presidência do BNDES após brecar a indicação de Gabriel Galípolo, preferido de Fernando Haddad para o cargo. O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), optou por um nome experiente e de sua confiança, porém fora da zona de influência de Haddad.

Ainda é dúvida como será a coordenação das ideias do trio na economia. Mercadante, Haddad e Josué Gomes, no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), são considerados pessoas que pensam diferente sobre o BNDES e há risco de curto-circuito. Josué será, na teoria, superior a Mercadante, uma vez que o banco ficará sob o guarda-chuva do MDIC. Mas após o anúncio de seu nome, a expectativa de petistas é que ele tenha “vida própria”.

Lula tinha planos de anunciar Josué antes, mas atrasou porque o empresário pegou covid e não pode viajar a Brasília (DF). O empresário tenta construir um nome de meio-termo com Paulo Skaf na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Lei das Estatais

Para viabilizar a indicação de Mercadante para o comando do BNDES, a Câmara dos Deputados aprovou na noite da última terça (13), por 314 votos a favor e 66 contrários, um projeto de lei que altera a Lei das Estatais. A norma, que se aplica a empresas controladas pelo Estado, como Petrobras e Banco do Brasil, foi aprovada na gestão de Michel Temer, em 2016, justamente para blindar a petrolífera de ingerências políticas.

No dia da votação na Câmara, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez o anúncio de que Mercadante assumirá o comando do banco. Havia, porém, um entrave jurídico.

A Lei das Estatais estabelece uma quarentena de 36 meses para indicados ao Conselho de Administração e para a diretoria de estatais que participaram de “estruturação e realização de campanha eleitoral”. Mercadante, no presente caso, foi coordenador da campanha de Lula.

De acordo com o texto relatado pela deputada Margarete Coelho (PP-PI), aliada do presidente Arthur Lira (PP-AL), a quarentena passa a ser de 30 dias. Para a nova regra valer, o Senado ainda precisa aprovar a proposta. Se isso acontecer, o aliado de Lula poderá assumir o cargo no início de 2023.

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