Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2022

Home Tecnologia Amazon é alvo de protestos de funcionários no Brasil e Europa

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Durante a Black Friday, na sexta-feira (26), a gigante do varejo Amazon foi alvo de protestos de seus funcionários no Brasil e na Europa. Aqui, a manifestação ocorreu em Santos (SP). Os trabalhadores brasileiros pedem salários melhores e demandam que a empresa repense seu impacto no meio ambiente com o slogan “Faça a Amazon pagar”.

Em nota, a Amazon disse que os manifestantes “representam uma grande variedade de interesses” e “se você olhar de forma objetiva o que a Amazon tem feito, você irá notar que nós levamos nosso papel e nosso impacto muito a sério”.

O ato contra a empresa é global e ocorre em pelo menos 15 países pela Europa. Um dos destaques foi o movimento em Londres, no Reino Unido, organizado pelo grupo ambiental Extinction Rebellion. Com o mesmo slogan utilizado no Brasil, os ativistas ocuparam 13 centros de entrega da empresa, que também protestaram em frente à sede da empresa na cidade britânica.

O movimento também bloqueou instalações na Alemanha e na Holanda, onde ativistas bloquearam o acesso a um depósito da Amazon no aeroporto de Amsterdã. No centro escocês de Dunfermline, vários ativistas impediram a entrada e a saída de veículos de distribuição, informou a agência de notícias britânica PA.

“Esta ação visa expor os crimes da Amazon, tornando-a um exemplo de um sistema econômico mais amplo projetado para nos empurrar a comprar coisas que não precisamos a um preço que não podemos pagar”, disse a Extinction Rebellion (XR) em um comunicado.

Para a XR, conhecida por suas espetaculares ações de bloqueio, “Black Friday” simboliza uma obsessão pelo consumo excessivo incompatível com um planeta sustentável. No Reino Unido, uma federação que representa varejistas independentes estimou que 85% desses pequenos comerciantes boicotariam a “Black Friday”, considerada uma prática por grandes grupos.

O movimento “Make Amazon Pay”, uma coalizão internacional composta por cerca de 40 organizações, incluindo Greenpeace e Oxfam, acusa o grupo americano de colocar os benefícios antes do bem-estar de seus funcionários e incentivou trabalhadores que quisessem protestar contra suas condições de trabalho a iniciar uma greve.

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