Segunda-feira, 06 de Julho de 2026

Home Copa do Mundo 2026 Ancelotti lamenta a eliminação do Brasil da Copa do Mundo e já projeta novo ciclo: “Não é o fim”

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O técnico Carlo Ancelotti avaliou que o Brasil merecia ter saído vencedor da partida de domingo (5) contra a Noruega. A derrota por 2 a 1 em Nova Jersey (EUA), com dois gols do atacante Erling Haaland, eliminou a Seleção Brasileira da Copa do Mundo nas oitavas de final, a pior campanha desde 1990.

“Estamos muito tristes pelo resultado, mas [a Copa] foi uma experiência bonita, com um bom grupo. Quero agradecer aos jogadores, que trabalharam bem, criaram um bom ambiente. Mas no esporte, nem tudo sai perfeito. Acho que [pelo] esforço não merecia perder, mas temos de reconhecer, também, que a equipe rival tem, como já disse, jogadores muito bons e que fizeram a diferença”, afirmou o treinador em entrevista coletiva.

Apesar de ter criado oportunidades, o Brasil não as transformou em gols, desperdiçando, inclusive, um pênalti no começo do primeiro tempo, com o volante Bruno Guimarães. Ao longo da partida, a Seleção Brasileira adotou uma postura de sair no contra-ataque, com a posse de bola dominada pela Noruega. A equipe nórdica trocou praticamente o dobro de passes em relação à verde e amarela.

“O jogo me parecia controlado. Tivemos oportunidades. Era complicado fazer uma pressão alta [marcar desde a saída de bola] porque, na Noruega, o [meia Martin] Odegaard recuava muito, então, era um risco para deixar o Haaland no um contra um”, explicou Ancelotti.

“Eles tentaram manter a intensidade do jogo com a posse da bola. Nós, durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle. Mas o Haaland acabou decidindo”, completou o técnico.

O treinador foi perguntado sobre a escolha de Bruno Guimarães para bater o pênalti no primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0. O questionamento se deu pela opção não ter sido o atacante Vinícius Júnior. Segundo ele, entre os jogadores que estavam em campo, o volante era quem tinha melhor aproveitamento.

“Fizemos uma estatística de um ano, dos [jogadores] rivais e dos nossos. O melhor [em cobranças de pênalti] era Neymar. Daí [os também atacantes] Igor Thiago, Raphinha e depois o Bruno Guimarães. E depois o [atacante Gabriel] Martinelli. Pensamos no que era melhor em campo”, justificou o italiano.

Novo ciclo

Com contrato até 2030, renovado antes da Copa, Ancelotti já vislumbra o próximo Mundial, com sedes em Portugal, Espanha e Marrocos.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) não confirmou ainda, mas a federação da Austrália anunciou dois amistosos contra a seleção canarinho para os dias 25 e 29 de setembro, nas cidades de Townsville e Brisbane.

“Agora, temos que manejar a tristeza e, depois, pensar no que pode ser o futuro desta seleção, que tem um grupo sólido de jovens, outros mais veteranos que podem continuar e jogadores que podem entrar. Quando passamos por um momento assim, temos de pensar que uma derrota é também um começo. Temos de seguir melhorando. Não é o fim. É o início de um novo ciclo”, concluiu o técnico.

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