Domingo, 28 de Novembro de 2021

Home em foco Angela Merkel pede esforço nacional para acabar com nova onda de coronavírus na Alemanha

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A chanceler alemã Angela Merkel declarou neste sábado (13) que é necessário um “esforço nacional” para acabar com a quarta onda de Covid-19 na Alemanha e pediu às pessoas que tomem a vacina.

“Estou muito preocupada com a situação. Nós enfrentamos semanas difíceis. Precisamos de um esforço nacional para acabar com a forte onda de outono e inverno [no hemisfério norte] da pandemia”, afirmou Merkel em seu podcast semanal.
“Se permanecermos unidos, se pensarmos em nos protegermos e cuidar dos outros, nós podemos salvar grande parte do nosso país no inverno”, acrescentou.

Merkel expressou preocupação com o forte aumento dos contágios, o elevado número de pacientes em UTIs e o grande número de mortes diárias, especialmente em regiões com taxas de vacinação reduzidas, como o leste do país.

A Alemanha enfrenta uma quarta onda de Covid-19 nas últimas semanas, com um número recorde de contágios. Áustria e República Tcheca também estão em um cenário similar.

Neste sábado, o instituto de saúde Robert Koch registrou 45.081 novos contágios e 228 mortes provocadas por Covid-19 em 24 horas. Na quinta-feira, o país registrou 50.196 novos casos, um recorde diário desde o início da pandemia (veja mais no vídeo acima).

A chanceler alemã também pediu aos não vacinados que “reflitam” e aceitem a vacina. De acordo com o governo, 67,4% da população está completamente vacinada, longe da meta estabelecida: 75%.

Merkel é favorável a uma dose de reforço da vacina, que ela considera uma “verdadeira oportunidade para romper a onda de contágios”.

A chanceler, que permanece no cargo até formação de um novo governo, disse que é “urgente” eu o governo federal e as regiões adotem uma “abordagem unificada” e, em particular, um “índice limite” a partir do qual devem ser adotadas medidas adicionais.

Desde a primavera do hemisfério norte, as autoridades não têm levado em consideração apenas o número de novas infecções por dia, mas também a saturação dos hospitais para ativar novas restrições.

Esse índice limite deve ser “definido com prudência para que as medidas necessárias não sejam tomadas tarde demais”, disse Merkel.

Na sexta-feira, o presidente do instituto Robert Koch, Lothar Wieler, afirmou que a Alemanha deve se preparar para um cenário difícil e pediu o aumento das restrições.

“Temos de presumir que a situação vai continuar piorando em toda Alemanha e que esta evolução não pode ser contida sem novas medidas”, alertou. “Semanas e meses difíceis nos esperam.”

Descontrole

A Alemanha registrou na última quinta (11) o maior número de casos diários de Covid-19 desde o início da pandemia, com 50.196 novas infecções em 24 horas. É a primeira vez que o país ultrapassa a marca de 50 mil casos em um único dia. O recorde anterior havia sido de 45.333 novas infecções registradas em 7 de janeiro.

A Europa vem sendo atingida por uma quarta onda de Covid-19 que está começando a pressionar hospitais em vários países, inclusive a Alemanha. Mas, devido à vacinação, o número de mortes não tem crescido na mesma proporção (69% dos alemães receberam ao menos uma dose e 66% estão completamente imunizados).

O Instituto de Vigilância Sanitária Robert Koch também registrou 235 mortes nas últimas 24 horas, patamar ainda muito abaixo do recorde de 1.734 vítimas do vírus, atingido em 19 de janeiro.

Mesmo assim, Merkel disse que o aumento nas infecções no país é “dramático”. “A pandemia volta a alastrar-se de forma espetacular”, lamentou o seu porta-voz.

Não vacinados

Vários estados que estão sendo bastante afetados pela nova onda de contágios, como Saxônia, Baviera e recentemente Berlim, introduziram novas restrições para pessoas não vacinadas.

Na capital Berlim, os não vacinados não terão acesso a restaurantes sem espaços a céu aberto, bares, ginásios ou cabeleireiros, nem mesmo se apresentarem um teste negativo de Covid-19.

Um dos países mais populosos da Europa, com 83 milhões de habitantes, a Alemanha já registrou mais de 4,9 milhões de casos confirmados e 97,2 mil mortes por Covid-19 desde o início da pandemia.

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