Sábado, 02 de Julho de 2022

Home Brasil Anvisa investiga 20 casos de coronavírus no navio MSC Preziosa no Rio

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A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS Rio), em contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi informada da existência de cerca de 20 casos confirmados de coronavírus no navio MSC Preziosa, que chegou na manhã deste domingo (2) ao Porto do Rio, proveniente de Armação de Búzios, na Região dos Lagos.

Em conjunto, a SMS Rio, a Anvisa e a Secretaria de Estado de Saúde estão realizando investigação epidemiológica, “a fim de determinar o cenário epidemiológico da embarcação e tomar as medidas de prevenção e controle”, informou a SMS Rio, em nota. Todos os pacientes, assim como os cerca de 35 a 40 contactantes, estão cumprindo isolamento a bordo. O Livro Médico de Bordo do Preziosa já foi analisado pelo Centro de Informação Estratégica em Vigilância em Saúde (CIEVS) do município.

O transatlântico ficou ancorado em Copacabana para assistir à queima de fogos, rumando em seguida para Armação dos Búzios, onde foram constatados os casos da doença.

A Anvisa informou por meio de sua assessoria de imprensa, que está a bordo, investigando os casos, e deverá soltar uma nota quando o trabalho for encerrado. Não há, entretanto, certeza de que a investigação seja concluída neste domingo.

Testagens

Em nota, a MSC Cruzeiros informou que testagens frequentes e diárias de 10% de todos os hóspedes e tripulantes do navio fazem parte da rotina de monitoramento de saúde, integrando o protocolo de saúde e segurança definido e aprovado pela Anvisa. Como parte dessa rotina, “identificamos um pequeno número de casos de covid entre as pessoas que estão a bordo do MSC Preziosa, que representa 0,6% do total da população a bordo. Todos os casos são assintomáticos ou com sintomas leves. Conforme definido pelo protocolo, isolamos imediatamente estas pessoas e seus contatos próximos em uma seção dedicada e separada do navio, em cabines com varanda, seguindo as medidas previstas para este tipo de situação. As autoridades de saúde acompanham de perto as nossas operações e todas as informações relativas às suspeitas ou confirmação de casos são oficialmente informadas a elas”.

A MSC Cruzeiros esclareceu que no momento do embarque, todos os hóspedes com 12 anos ou mais têm de apresentar comprovante de vacinação completa contra o coronavírus. Além disso, todos os hóspedes a partir de 2 anos precisam apresentar teste do tipo RT-PCR negativo feito até 72 horas ou teste de antígeno feito até 24 horas antes do embarque, bem como um questionário de saúde preenchido dentro das seis horas anteriores ao início da viagem. De acordo com a empresa, toda a tripulação possui o ciclo vacinal completo e é testada semanalmente, além de 10% da equipe serem testadas diariamente.

Revelou ainda que, no Brasil, os navios operam com a capacidade reduzida de 75% de ocupação, e durante a viagem, são obrigatórios o distanciamento social entre grupos de viajantes e o uso de máscaras faciais em áreas públicas. Espaços e ambientes públicos internos como, por exemplo, teatro, lounges, restaurantes, kids clubs também funcionam com capacidade reduzida.

A empresa afirmou que os navios MSC Seaside, MSC Preziosa e MSC Splendida “permanecem com a programação inalterada dos seus futuros cruzeiros”.

No final de 2021, após registros de casos da covid em dois navios que se encontravam em Santos (SP) e na Bahia, a Anvisa recomendou ao Ministério da Saúde a suspensão da temporada de cruzeiros no país.

Recomendação da Anvisa

A Anvisa já recomendou que o Ministério da Saúde suspenda a temporada de cruzeiros no país após registros de casos da doença em dois navios que estavam em Santos e na Bahia no fim do ano.

Autoridades da Saúde do Estado investigam 201 casos suspeitos da variante ômicron no RJ. O mapa de risco divulgado pela Saúde do Estado do Rio na sexta-feira (31) mostra que o estado segue com bandeira verde, risco muito baixo para transmissão da covid.

O levantamento indica uma queda de 48% no número de mortes provocados pela doença e 69% nas internações. No entanto, o avanço da ômicron preocupa e os especialistas alertam para a importância da vacinação e atenção aos sintomas.

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