Sexta-feira, 22 de Maio de 2026

Home Política Após 4 anos de promessas, Lula diz que vai criar o Ministério da Segurança em 15 dias, caso a proposta seja aprovada pelo Senado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que ele paute a votação da PEC da Segurança Pública, já aprovada na Câmara dos Deputados, e que cria diretrizes nacionais para integrar as polícias e combater o crime organizado. Em sua participação no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, nessa sexta (22), Lula disse que, se a proposta for aprovada, ele vai criar o Ministério da Segurança Pública em 15 dias.

“Faço um apelo ao Alcolumbre. Coloque para votar a PEC da Segurança, para resolvermos definitivamente o problema da segurança”, afirmou Lula, no início do programa. “Se a PEC for aprovada, 15 dias depois eu crio o Ministério da Segurança Pública. Não posso aceitar a ideia de que bandidos dominam território. O território é do povo brasileiro e bandido tem que ser punido e ir para a cadeia.”

O presidente dedicou a primeira parte da sua fala no programa ao tema da segurança pública que, segundo a Quaest, é a principal preocupação da população brasileira, e deve ter muito espaço nas eleições. Lula citou iniciativas do seu governo, como leis contra facções do crime organizado e a proposta de transformar 138 presídios em unidades de segurança máxima.

“O problema da segurança publica é sagrado para o povo brasileiro. O povo não quer ser vítima de bala perdida”, disse o presidente, que também criticou problemas no judiciário, e nas polícias. “A polícia não pode matar antes de investigar. Também sei que o policial não ganha o salario que deveria ganhar, não é preparado, e vai para a rua com medo.”

A PEC da Segurança Pública foi aprovada em março na Câmara dos Deputados e agora falta ser pautada para votação no Senado. O texto cria diretrizes nacionais para integrar as polícias e combater o crime organizado, dando status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública, e reforçando a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Guarda Nacional.

Segundo Lula, os investimentos na segurança, após a aprovação da PEC, somariam cerca de R$11 bilhões. Ele disse, porém, que há governadores que não gostariam das mudanças.

Trump

Lula reforçou que conversou sobre o tema da segurança pública no seu último encontro com Donald Trump, com quem tem falado por telefone, complementou. Ele explicou que, assim como o presidente americano, ele também tem o objetivo de combater o narcotráfico, e por isso reclamou dos paraísos fiscais em Delaware, estado dos EUA, usados para esquemas de lavagem de dinheiro.

Segundo Lula, o problema do crime organizado só será resolvido se atacar o poderio econômico das facções. O combate ao tráfico de armas foi outro ponto citado.

Na última reunião com Trump, nesse mês, Lula disse que o presidente americano queria chamar a imprensa para acompanhar a conversa, mas que foi contra, temeroso de que acontecesse algo semelhante ao que viveu Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul. Naquela ocasião, foi registrado, ao vivo, o momento em que Trump exibiu vídeos e fotos de supostas vítimas de violência contra fazendeiros brancos sul-africanos, em um discurso inflamado por fake news.

Lula também fez críticas ao governo dos EUA, como ao citar que Trump não pode se comportar como o “dono do mundo” e nem pode tentar governar o planeta pelo “Twitter”. Mas ele também explicou a famosa “química” entre os dois, destacada pelo próprio Trump, quando tiveram um breve encontro, de 29 segundos, nos bastidores da Assembleia Geral da ONU.

“Peguei na mão dele e falei ‘precisamos conversar’. Somos dois presidentes de dois grandes países e precisamos conversar. Acabou a conversa e ele disse que rolou a química”, afirmou Lula, de forma bem humorada.

O presidente também disse que chegou a dar um “conselho” a Trump durante sua visita à Casa Branca, para que ele demonstrasse mais bom humor.

“Falei ‘Trump , você não dá uma risada? Você fica melhor rindo’. Ele disse que gostam dessa postura dele na eleição, mas não estamos na eleição”, lembrou Lula. “Então sorria”.

Combustíveis

Questionado sobre os preços do combustível, Lula afirmou que briga “todo santo dia” pela redução dos valores, em reunião com a presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.

“Brigo todo santo dia para abaixarem. Para não deixar que o desserviço da guerra do Irã traga problemas para comprador de feijão no Brasil”, afirmou Lula, que citou expectativa pela redução do preço em breve.

Bets

O presidente também foi perguntado sobre a questão das Bets no País. Ele defendeu a proibição desse tipo de jogo, mas destacou que não toma essa decisão por não ser “dono do Brasil”, e citou medidas de controle, incluindo a criação de uma Secretaria Especial dentro do Ministério da Fazenda, e o combate às Bets ilegais, especialmente após a criação de regras próprias para o setor. (Com informações do jornal O Globo)

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