Terça-feira, 16 de Junho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 16 de junho de 2026
O ator Armie Hammer, 39, revelou que se emocionou após receber a primeira oferta para voltar às telas, após polêmicas envolvendo seu nome. Em 2021, ele recebeu acusações de violência sexual, abuso psicológico e fantasias que envolviam canibalismo. O norte-americano negou as acusações e, após processo, a Justiça de Los Angeles, nos Estados Unidos, o absolveu.
Em meio às acusações, o protagonista de “Me Chame Pelo Seu Nome” foi abandonado por agentes, por assessores de imprensa, que o acompanhavam no crescimento de sua carreira de sucesso. Hoje, é representado apenas por seu advogado, que o auxilia com contratos. Além do âmbito profissional, o ator chegou a ser cortado da herança do pai após sua morte.
Em uma tentativa de redenção, ele foi chamado para protagonizar o filme de ação “Citizen Vigilante”, dirigido por Uwe Boll. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, ele diz ter chorado ao receber o telefonema do diretor. Na entrevista, ele também relatou que estava aceitando qualquer trabalho para voltar a atuar. “Eu teria feito um comercial de ração de gato”, desabafou. “Eu só queria trabalhar de novo.”
Após cinco anos afastado, o ator confessou certa insegurança de retornar aos sets de filmagem e diz ter confiado no “sucesso” de sua carreira antes das polêmicas. “Eu estava apavorado até o momento em que Uwe disse ‘ação’ pela primeira vez”, contou.
O filme de Owe conta a história de um vigilante que procura criminosos e autoridades corruptas. No enredo, ele é perseguido por um agente da Interpol, que o considera uma ameaça a um esquema de corrupção.
Apesar do retorno do ator, “Citizen Vigilante” tem tido dificuldades de distribuição pelo conteúdo supostamente racista. O filme alemão é um longa-metragem de baixo orçamento e representa os criminosos como imigrantes islâmicos e orientais, em propaganda tida como xenofóbica. A estreia está prevista para o dia 19 de junho nos cinemas brasileiros.