Terça-feira, 21 de Julho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 20 de julho de 2026
Após ganhar o green card do governo Donald Trump, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) disse à coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, que se sente “seguro”, pois, nos Estados Unidos, os “abusos” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes “não valem de nada”.
“Só tenho a agradecer ao governo Trump pela consideração. Segui o processo, atendi os critérios e agora chegou o resultado. Eu vim para os EUA para passar apenas alguns dias e acabei tendo que me exilar aqui por conta da perseguição no Brasil. Sinto-me seguro, pois aqui os abusos do Alexandre não valem de nada“, declarou o ex-deputado.
Eduardo também aproveitou para mencionar Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para o ex-deputado, é essencial a vitória do irmão na disputa ao Palácio do Planalto para a retomada do que ele chama de “normalidade democrática” no Brasil.
“É fundamental que o Flávio ganhe a eleição para que a normalidade democrática se restabeleça e o Brasil deixe de ter exilados políticos”, afirmou.
Esquerda
Políticos de esquerda criticaram a concessão de green card pelos Estados Unidos ao ex-deputado. O documento permite que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passe a viver no país por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais para trabalhar ou estudar, por exemplo.
O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) relacionou Eduardo ao tarifaço contra produtos brasileiros anunciado pelo governo de Trump na semana passada.
“Olha aí quem tá ganhando muito com o tarifaço! Muito patriota, muito”, escreveu no X.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, escreveu que o visto permanente representa o “pagamento norte-americano pela traição”.
Já a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) disse que o green card é o “prêmio de quem se vende e tenta prejudicar o próprio país”.
O visto de residência permanente é um documento que se outorga aos imigrantes autorizados a estarem indefinidamente no país. A obtenção de um visto desse tipo pode demorar décadas, e requer um processo meticuloso.
Condenação
No mês passado, Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por coagir magistrados e articular sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro. Ele foi acusado de tentar inviabilizar o julgamento da trama golpista, ocasião em que Jair Bolsonaro, seu pai, foi condenado a 27 anos de prisão.
O STF impôs uma pena de quatro anos e dois meses de prisão a Eduardo, em regime inicial semi-aberto, assim como uma multa de 100 salários-mínimos. O colegiado ainda determinou a inelegibilidade imediata do ex-deputado por 8 anos, a partir da data do fim da pena. (Com informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, e do jornal O Globo)