Sexta-feira, 08 de Maio de 2026

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O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) recuou 3,2% em março na comparação com fevereiro. Ainda assim, o indicador permaneceu em patamares superiores aos registrados em janeiro deste ano e em dezembro de 2025, sinalizando a continuidade de um processo inicial de retomada da atividade industrial iniciada em fevereiro, quando o IDI-RS avançou 4,7%. Os dados foram divulgados em pesquisa do Sistema Fiergs nesta quinta-feira (7).

Conforme a pesquisa, o resultado do IDI-RS reflete o desempenho de seus componentes. As compras industriais foram o principal fator de pressão negativa em março, com queda de 6,8% frente a fevereiro. As horas trabalhadas na produção também recuaram 3,9%. Contribuíram ainda para o resultado as reduções na utilização da capacidade instalada (UCI) (-1,5 p.p.), no faturamento real (-0,5%) e no pessoal ocupado (-0,4%). Em contrapartida, a massa salarial avançou 1,6% no período.

Na comparação com março do ano passado, o IDI-RS registrou queda de 2,4% em março deste ano, redução menos intensa do que a observada em fevereiro frente ao mesmo mês do ano anterior (-5%). O desempenho foi influenciado, sobretudo, pelos recuos nas compras industriais (-10,7%) e nas horas trabalhadas na produção (-4,4%). Emprego e UCI também contribuíram negativamente, com quedas de 1,1% e 1,2 p.p., respectivamente.

Por outro lado, o faturamento real avançou 4% frente ao mesmo mês do ano anterior, interrompendo uma sequência de oito meses consecutivos de retração nessa base de comparação. Já a massa salarial apresentou alta de 2,3%.

Para o presidente da Fiergs, Claudio Bier, o cenário nacional e internacional ainda exige cautela e dificulta uma recuperação consistente. “O industrial gaúcho é resiliente e sabe aproveitar as oportunidades. Mas só teremos crescimento consistente quando as condições econômicas e políticas forem mais favoráveis. Precisamos, por exemplo, continuar reduzindo juros e conscientizar a população sobre os riscos do fim da escala 6×1 sobre o emprego e a geração de renda. No cenário internacional, o conflito no Oriente Médio ainda afeta nossa indústria”, afirmou.

No acumulado do ano, o IDI-RS caiu 5,5%. As compras industriais acumulam retração de 16,7%, enquanto as horas trabalhadas na produção diminuíram 5,9%. O faturamento real também registra queda de 5,3% no período. A utilização da capacidade instalada e o emprego recuaram 1 ponto e 0,7%, respectivamente. Em contrapartida, a massa salarial real foi o único componente com variação positiva, com avanço de 1,2%.

O levantamento mostrou ainda que, dos 16 segmentos pesquisados, 13 apresentaram queda no acumulado do primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2025. Os segmentos de Veículos automotores (-12,4%), Máquinas e equipamentos (-10,2%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-18,8%) exerceram as maiores influências negativas sobre o resultado agregado. Por outro lado, os setores de Alimentos (+6%), Móveis (+4,2%) e Bebidas (+0,8%) apareceram como os principais destaques positivos no período.

 

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