Quarta-feira, 01 de Dezembro de 2021

Home Economia Bolsa cai e dólar sobe, com dados de serviço fracos e balanços no radar

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A Bolsa caiu mais de 1% nesta sexta-feira (12), em meio a dados decepcionantes do setor de serviços, além de balanços negativos de gigantes do varejo, como a Magalu e a Natura, que ajudaram a puxar o resultado para baixo.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de São Paulo, encerrou o pregão em queda de 1,17%, aos 106.334 pontos. Apesar disso, o índice acumulou alta de 1,44% na semana.

Já o dólar fechou em alta de 1%, cotado a R$ 5,4579, após ter registrado desvalorização de 1,74% no pregão anterior. Na semana, a moeda acumula queda de 1,11%.

Para Heloise Sanchez, da equipe de análise da Terra Investimentos, o Ibovespa vem apresentando instabilidade há algumas semanas, influenciado pelo cenário macroeconômico. Após dois dias de altas, o sentimento negativo com mais um dado econômico ruim, no caso os serviços, falou mais alto.

“Todo esse cenário acaba trazendo volatilidade, contribuindo para dias mais negativos e outros mais positivos”, resume.

O relativo alívio gerado pela aprovação na Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios ajudou o mercado local.

Os balanços corporativos positivos de várias empresas e a solução momentânea para as dívidas da Evergrande também colaboraram, mesmo com resultados ruins, como o do IPCA de outubro e das vendas do comércio em setembro.

Serviços decepcionam

Segundo dados divulgados pelo IBGE, os serviços recuaram 0,6% em setembro após cinco meses seguidos de alta, na comparação com agosto.

Os números vieram abaixo das expectativas do mercado. Com o resultado, o setor ainda ficou 3,7% acima do patamar pré-pandemia.

Os serviços vinham crescendo ao ritmo de 1% ao mês ou mais, entre abril e julho, mas em agosto deu sinais de desaceleração.

Quem puxou a queda foi o setor de transportes, afetado pelo aumento dos preços dos combustíveis, isso em um cenário de inflação e desemprego elevados.

Petrobras em alta

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) encerraram a sexta-feira em alta de 1,83% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 2,04%.

As ordinárias da Vale (VALE3) subiram 0,43%.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) cederam 0,22%, enquanto as do Bradesco (BBDC4) subiram 0,98%.

Americanas e Magazine Luiza 

Assim como na quinta-feira (11), os balanços corporativos voltavam a ditar o ritmo das maiores altas e quedas na Bolsa.

Na ponta positiva, os papéis PN das Lojas Americanas (LAME4) subiram 5,61% e os ON (AMER3), 5,83%.

A empresa registrou lucro atribuído aos controladores de R$ 240,5 milhões no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 43,8 milhões do mesmo período do ano passado.

Já os papeis ON da Magazine Luíza (MGLU3) cederam 18,32%.

A varejista teve queda no lucro do terceiro trimestre, uma vez que a desaceleração das vendas após um pico durante os primeiros meses da pandemia e maiores gastos com marketing pesaram na margem da varejista.

A companhia anunciou lucro ajustado de R$ 22,6 milhões, quase 90% de queda ante os R$ 215,9 milhões reportados um ano antes.

As vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce com estoque próprio e marketplace (3P) cresceram 12% ano a ano, para R$ 13,8 bilhões, com impulso do e-commerce, que avançou 22%, e redução de 8% nas lojas físicas. No ano passado, o comércio eletrônico da companhia tivera um salto de 148%.

Para Heloise, da Terra Investimentos, as expectativas em relação aos resultados das varejistas já eram mais baixas devido ao cenário macroeconômico mais desafiador.

“Porém mesmo com essa expectativa, os dados vieram abaixo do esperado pelo mercado, no caso da Via com os dados de provisão e no Magazine Luiza a queda de quase 90% no lucro líquido ajustado”, disse, destacando que os números geram pessimismo quando somado ao cenário desafiador que a economia se encontra.

Ela ressalta que, na análise geral, muitas empresas apresentaram resultados positivos no início da temporada de balanços. No entanto, eles foram ofuscados pelo noticiário político e fiscal pesado, com as discussões em torno da PEC dos Precatórios.

O Credit Suisse avaliou os resultados das empresas como mistos. Sobre a Magazine Luíza, os analistas do banco ressaltam que a empresa enfrentou uma fraca dinâmica em seu canal de vendas fisicos, bem como números do online levemente abaixo do esperado.

“Americanas e Magazine Luiza divulgaram seus resultados do 3T21, com tendências mistas de receita. As lojas físicas de ambas as empresas continuaram sofrendo com os desafios macroeconômicos e entregaram SSS (vendas nas mesmas lojas) abaixo dos níveis normalizados, enquanto os canais online tiveram um desempenho decente e cresceram cerca de 30% e 22% para Americanas e Magalu, respectivamente”, destacaram analistas do Credit Susse, em relatório.

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